O Paraná Clube entra a partir de amanhã na reta final da pré-temporada. Serão apenas cinco dias de treinamentos para o técnico Paulo Comelli efetuar os últimos ajustes visando a largada do Paranaense. Os únicos treinos com bola (um coletivo e um jogo-treino) mostraram que há um longo caminho a ser percorrido na busca pela formação ideal.

Mesmo tendo um time-base formado, Comelli sabe que somente com a seqüência da competição conseguirá encontrar o padrão de jogo. Além das dificuldades inerentes a um início de temporada – os atletas ainda se queixam de “dores musculares” – o Tricolor vive uma situação mais complicada. Afinal, com a chegada de 16 novos jogadores, há uma total falta de entrosamento, que só será suplantada com muitos coletivos e jogos.

“O jogo-treino foi muito bom para começarmos a conviver com as dificuldades de um jogo”, frisa o “tiozão” Hernani, líder e capitão do novo Tricolor. Na visão do volante, o Iguaçu mostrou muito poder de marcação, o que deverá ser uma tônica neste Paranaense, em especial nos jogos realizados no Durival Britto. “É algo natural, previsível. Em casa, vamos ter que saber sair dessas retrancas”, afirma.

Se ofensivamente o Paraná não conseguiu grandes ações, na defesa o time se comportou bem. O Iguaçu pode ter agredido pouco, mas as raras jogadas de ataque foram facilmente contidas pelos zagueiros João Paulo e Jonathas, sempre sob a proteção de Hernani.

O volante mostrou qualidade não só na cobertura da zaga – e dos alas – como também um bom passe, na saída de bola. Um quadro que faz Comelli apostar no meio-de-campo como fator diferencial desta equipe. “Ainda temos que buscar o posicionamento ideal. Mas a evolução virá, pois todos têm muita qualidade”, analisa.

Num 4-4-2 “clássico”, o treinador não quer inibir o potencial criativo dos meias. Por isso, armou o setor de criação num “losango”. Hernani fica mais atrás, Gedeon e Kleber ficam na armação e Lenílson foi orientado a “flutuar” com liberdade, mais à frente.

“É uma estratégia que ainda temos que trabalhar. O crescimento virá com os jogos”, aposta Comelli, sabendo que nesse momento é mais importante assegurar um lastro físico para os atletas. “Eles ficam um pouco travados nesse início de temporada, mas tem que ser assim”, pondera.

Mesmo nesta semana, estão previstos alguns trabalhos físicos. “Na sequência, teremos jogos em espaços curtos de tempo, onde é impossível trabalhar a forma física”, diz Comelli. Isso já acontece nas primeiras rodadas, quando o Tricolor encara o J. Malucelli no sábado (24 de janeiro) e três dias depois recebe o Paranavaí. “O mais importante é que estamos montando um grupo equilibrado e competitivo. Temos atletas de qualidade e promessas que vão correr atrás de espaço”, arremata o comandante paranista.