Paraná Clube e Iraty decidem hoje – às 15h30, no Emílio Gomes – a terceira colocação do Paranaense-2010 e, consequentemente, uma vaga na Copa do Brasil. Mas, o “clima” de decisão não chegou à Vila Capanema. Mesmo com a promessa de fechar “com dignidade” a participação no estadual, é compreensível que o pensamento da maioria já se volte para um futuro próximo: a largada da Série B. Até porque, pelo ranking da CBF, o Tricolor já tem presença praticamente assegurada na Copa do Brasil.

A expectativa de todos fica para a chegada de reforços e para a montagem do time que estreia na Segundona no dia 8 de maio (frente ao Ipatinga). E, cumprindo tabela nessas últimas rodadas, o Paraná decidiu abrir mão de jogadores como por exemplo Pará. O ala (e meia) rescindiu seu contrato – como estava previamente acordado com a L.A. Sports – e seguiu para o Avaí. Até mesmo o reserva Elvis, que está se transferindo para o Botafogo-RJ, foi sacado do jogo.

Somam-se a eles o zagueiro Irineu, que se recupera de lesão e mais uma vez foi vetado pelo departamento médico e o meia Éverton, também contundido. Assim, o técnico Marcelo Oliveira usa os retornos de Luís Henrique e Diego Correa, mantém o 3-5-2 e espera ver em campo o mesmo time “guerreiro” das últimas jornadas. Desacreditado no início do ano, o Paraná mostrou virtudes na disputa do Estadual e da Copa do Brasil, dando à diretoria a certeza de que a base para o Brasileiro está aí. A busca por mais três reforços persiste, mas o treinador entende que já possui o alicerce para a largada da Série B.

Uma das carências evidenciadas ao longo dos 22 jogos disputados em 2010 está no setor criativo. Com muitos volantes – sendo que alguns deles têm qualidade para realizar a ligação entre meio-de-campo e ataque – o Tricolor se ressente de uma camisa 10 capaz de dar ritmo ao time. “É uma posição extremamente carente, hoje, no futebol brasileiro. E, até por isso, as raras opções são valorizadas o que dificulta a negociação”, admite Marcelo Oliveira, que diante das opções que dispõe escala o garoto Vinícius na função.

“É uma grande chance e espero não decepcionar”, diz Vinícius, confiante para a disputa do Nacional. “Temos um bom grupo, muito unido. E com jovens valores em busca de seu espaço”, disse o novato, esperando seguir os passos dos muitos meias que o Tricolor revelou para o futebol brasileiro ao longo desses pouco mais de vinte anos de existência. Vinícius, que tem como uma das virtudes o bom arremate de longa distância ainda persegue seu primeiro gol como profissional vestindo a camisa azul, vermelha e branca. “Quem sabe, esse golzinho não sai em Irati?”, arrematou.