O jogo Atlético x Barueri deverá ser mesmo na Vila Capanema. Mas o impasse foi apenas mais um exemplo da absoluta falta de entendimento entre os dirigentes do futebol paranaense. O Paraná Clube irá atender ao pedido da CBF, abrindo os portões de seu estádio. Só que a diretoria ainda aguarda que o contrato de locação seja firmado, inclusive com documentos de praxe, onde se estabelece obrigações e deveres das partes. “Diante da negativa do Atlético, nós redigimos esse contrato, definimos um valor compatível com o momento e encaminhamos o mesmo ao Atlético e à Federação”, disse o superintendente Celso Bittencourt. “Esperamos que até hoje esse contrato seja assinado e o valor depositado”, completou o presidente Rubens Bohlen.

Indagado sobre uma eventual resistência do Rubro-Negro, Bittencourt preferiu não comentar sobre hipóteses. “Tudo o que tratamos em relação ao Paranaense e à Copa do Brasil foi cumprido. Esperamos manter esse relacionamento”. Na prática, como o Atlético não se manifestou, o Paraná espera a intervenção da Federação Paranaense de Futebol. O presidente da entidade, Hélio Cury, porém, garantiu que não se prestará a “garoto de recados” nesse imbróglio. “Espero que os clubes se acertem. É momento de todos agirem com bom senso”, comentou.

O Paraná Clube, além da questão econômica, também tem preocupações com os demais fatores que envolvem a partida, inclusive a segurança. Por isos, encaminhou, ontem à noite, um relatório ao diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio. “Vamos esperar até amanhã (hoje). Mas, uma coisa é certa: ninguém vai jogar de graça no nosso estádio”, disparou Bohlen.