Na rodada anterior, o Paraná Clube deixou escapar a chance de se aproximar ainda mais do G4. Agora, para ingressar na zona do acesso à Série A, o time de Dado Cavalcanti terá que, além de vencer seu jogo, “secar” pelo menos três concorrentes que estão à sua frente na tabela de classificação. Internamente, o Tricolor evita a pressão para chegar às quatro primeiras colocações. “O importante é chegar lá com equilíbrio, para não sair mais”, frisam os jogadores.

Para fechar a 8.ª rodada no G4, o primeiro passo é vencer o Avaí, sábado. Além disso, o Paraná dependeria de outros três resultados. O Sport não poderia vencer o América-RN, em Natal; o América-MG teria que ficar pelo menos num empate com o Bragantino, em casa, e o Figueirense ainda teria que perder para o Atlético-GO, em Goiânia. No caso de um empate nesta partida, o Tricolor só atingiria a 4.ª colocação com uma vitória por quatro gols de diferença.

Se entrar no G4 não é prioridade, vencer fora de casa é apontado como uma necessidade pelos jogadores paranistas. “Time que quer subir, e vamos subir, precisa somar pontos fora. Fizemos um bom jogo em Minas, mas temos que aliar esse bom rendimento à conquista de pontos”, destacou o volante Ricardo Conceição.

Para o jogador, a força do time está exatamente na boa compactação entre os setores e no bom toque de bola. “Mas temos que melhorar a nossa transição defesa-ataque. Na última partida, tivemos condição de matar o jogo, vacilamos e fomos castigados”, analisou o volante. Na prática, o equilíbrio tático do Paraná está diretamente ligado à eficiência do meio-campo. A cada jogo o entrosamento entre Édson Sitta e Conceição aumenta e, com dois volantes de mobilidade, o Tricolor consegue se fechar com precisão e partir para o ataque com uma boa saída de bola.

Além de definir o ritmo da equipe, a dupla de volantes também tem encontrado espaços para finalizações. “O time tem mostrado muita organização dentro de campo. Isso traz confiança. Cabe a nós não deixarmos isso cair”, arrematou Conceição.