O Atlético pode iniciar entre hoje e amanhã a construção de arquibancadas tubulares para reestrear no Janguito Malucelli já na próxima terça-feira, no jogo com o Joinville, partida que abre o returno da Série B. Parte dos 5.800 lugares que precisam ser criados ficará atrás das cabines e outra parte atrás do gol à direita das cabines de imprensa. A diretoria e a empresa que construirá as arquibancadas ainda não decidiram quantos lugares serão colocados em cada novo setor. E só depois de toda estrutura montada o clube poderá acionar o Corpo de Bombeiros para fazer a nova vistoria. Se o laudo for liberado, a CBF deve acatar a estratégia atleticana, mas para isso precisa de um posicionamento do clube até sexta-feira para poder confirmar a mudança do local e horário da partida, por ora marcado para o Caranguejão, às 19h30. “Temos pouco tempo para resolver, porque o jogo é na terça-feira e passamos o dia em função disso, amanhã (hoje) vamos ter alguma novidade”, disse o diretor de marketing do Furacão, Mauro Holzmann, que está negociando o retorno para o Janguitão.

Este ano, o Furacão já atuou como mandante três vezes no Ecoestádio, todos jogos pelo Campeonato Paranaense. Nos três jogos, apenas 7.378 atleticanos marcaram presença no estádio, com média de 2.459 pessoas por partida.

A medida de voltar ao estádio do J. Malucelli é a última cartada da diretoria para trazer o Furacão de volta a Curitiba. A distância dos jogos e da torcida foi um alto preço que o clube pagou, mas para os dirigentes é um sacrifício pequeno perto do objetivo final.

“Não digo que o Atlético está pagando um preço alto por estar fora da Baixada porque é um projeto que merece sacrifício que é pequeno perto do que vamos fazer e vale muito a pena”, disse Mauro.

Agora com o novo empenho para voltar a Curitiba, a diretoria acredita que terá casa cheia nos jogos do Furacão, por conta dos quase 15 mil sócios adimplentes hoje.

“Estamos cumprindo nossa obrigação como dirigente de fazer o clube jogar próximo do torcedor. O time voltou a ganhar e o torcedor tem que apoiar. Voltando a jogar na cidade o torcedor tem que ir. Em Paranaguá entendemos, tem pedágio caro, é longe, mas aqui não tem o que falar”, acrescentou Mauro.