Palmeiras e Avaí fizeram um jogo de baixo nível técnico nesta quarta-feira, no qual três ou quatro passes certos consecutivos eram raridade. O time paulista, no entanto, aproveitou um lance casual para garantir a vitória. Mouche, que havia acabado de entrar, aproveitou sobra após cobrança de lateral para a área e selou o 1 a 0 no Pacaembu, garantindo a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

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O Palmeiras entrou em campo em situação confortável, já que havia vencido por 2 a 0 em Florianópolis, mas isso não impediu que a equipe deixasse a torcida aflita. Com muitos erros de ambos os lados, foram poucas as chances de gol. A boa notícia foi o jovem argentino Allione, de 19 anos, que mostrou habilidade e foi responsável pelos melhores momentos dos donos da casa.

Agora o Palmeiras espera o sorteio da CBF para conhecer seu adversário nas oitavas. Enquanto isso, volta a campo domingo para duelar com o Atlético-MG, no Independência, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o eliminado Avaí volta as atenções para a Série B, pela qual enfrentará o Oeste, sábado, em Itápolis.

O JOGO – O Avaí começou encurralando o Palmeiras, apertando a saída de bola, e foi assim que chegou pela primeira vez. Lúcio decidiu ir para o ataque, Victor Luis perdeu a bola e Wilker, que pressionava a marcação no meio de campo, aproveitou o espaço vazio para arrancar. Na meia-lua, arriscou, mas jogou para longe.

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Aos nove, foi a vez de Victor Luis perder a bola no campo de defesa e Wilker aproveitar novamente para bater, mas desta vez foi travado. Pressionado, o Palmeiras teve seu primeiro bom momento na sequência. Novidade na escalação, Allione fez bom lance individual, chegou à meia-lua e arriscou de esquerda para longe.

Novamente apertando a saída do Palmeiras pela esquerda, o Avaí teve novo bom momento, com Marquinhos, que desviou de letra, mas sem força. A marcação catarinense era o principal obstáculo para o time da casa, mas passada essa primeira linha de marcadores os palmeirenses até chegavam bem, sempre com Allione ou Wesley, responsáveis pela criação, já que Felipe Menezes estava muito apagado.

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O Palmeiras só voltou a ir ao ataque aos 29 minutos. Wendel cruzou alto, a bola passou por Henrique e caiu no pé de Leandro. Na linha da pequena área, sozinho, o atacante emendou de primeira, mas isolou. Apesar da dificuldade na criação e na saída da defesa, o time paulista terminou a etapa inicial melhor, forçando as chegadas pelas laterais.

O segundo tempo começou novamente com Allione sendo a principal peça palmeirense e levando perigo logo aos cinco minutos, em jogada individual e chute que saiu por cima. Na sequência, a zaga do Avaí saiu jogando errado, Henrique tocou para Leandro, que saiu sozinho e tocou em cima de Vágner, levando a torcida à loucura.

Aos 12, Felipe Menezes fez grande jogada individual, passou pelos adversários, segurou demais, mas ainda assim achou Allione sozinho. O argentino demorou a bater e foi travado, mas a sobra ficou com Henrique, que tocou colocado, rente à trave. O Palmeiras criava mais que no primeiro tempo e já não sofria com a marcação avançada do Avaí.

As duas equipes erravam muitos passes e a paciência de Ricardo Gareca com Leandro logo se esgotou. Mouche, que entrou no lugar do atacante, arriscou logo na primeira vez que pegou na bola e exigiu boa defesa de Vágner. E seria o próprio argentino quem acabaria com a aflição do torcedor palmeirense. Em lance casual, após cobrança de lateral para a área, Mouche aproveitou a sobra na entrada da área e emendou de primeira, no canto direito do goleiro, aos 31 minutos.

O gol desanimou o Avaí e o Palmeiras aproveitou para chegar novamente, com Felipe Menezes, que parou em Vágner aos 33. Daí para frente, restou ao time palmeirense tocar de lado e esperar o apito final para celebrar a vaga.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 X 0 AVAÍ

PALMEIRAS – Fábio; Wendel, Lúcio, Tobio e Victor Luis; Renato, Wesley (Marcelo Oliveira), Allione e Felipe Menezes; Leandro (Mouche) e Henrique (Bruno César). Técnico: Ricardo Gareca.

AVAÍ – Vágner; Bocão, Antônio Carlos, Pablo e Marrone; Julio César, Eduardo Neto, Cleber Santana (Diego Jardel) e Marquinhos (Diego Viana); Wilker (Willen) e Héber. Técnico: Geninho.

GOLS – Mouche, aos 31 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Paulo Henrique Schleich Vollkopf (MS).

CARTÃO AMARELO – Leandro (Palmeiras); Pablo (Avaí).

RENDA – R$ 268.995,00.

PÚBLICO – 6.576 pagantes (7.335 presentes).

LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).