A 25ª rodada do Campeonato Brasileiro poderia ter sido desastrosa para o Palmeiras. Dependendo dos resultados, seria o fim do sonho do título. Mas acabou dando tudo certo para os palmeirenses, que venceram o Cruzeiro por 1 a 0, neste domingo (15), no Mineirão, e encostaram no líder Grêmio.

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Animado pela derrota do Grêmio na noite anterior, o Palmeiras superou a pressão da torcida mineira, venceu o Cruzeiro, mesmo com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo – Lenny foi expulso – e assumiu a vice-liderança do Brasileirão, com 46 pontos, três a menos do que o time gaúcho. Aos cruzeirenses, a derrota em casa, custou o segundo lugar no campeonato: permanecem com 43 pontos.

Durante a semana, Luxemburgo avisou que se o Grêmio abrisse nove pontos de vantagem o Palmeiras não iria conseguir chegar ao título. A torcida, então, começou no sábado, quando o líder recebeu o Goiás em Porto Alegre. Valeu a reza e a fé palmeirense: o time gaúcho perdeu por 2 a 1, de virada.

Mas, para diminuir a diferença e encostar no líder, o Palmeiras precisava quebrar neste domingo um jejum de 34 anos sem vencer o Cruzeiro no Mineirão pelo Brasileirão. E, bem posicionado em campo, o time palmeirense mostrou um futebol de raça, aproveitando suas poucas chances de gol. E calou o Mineirão.

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Sem os titulares Alex Mineiro e Kleber, ambos suspensos, Lenny atuou sozinho no ataque. A principal preocupação de Luxemburgo e da torcida palmeirense, porém, não era com o setor ofensivo. A defesa é que tem sido o ponto fraco da equipe, e ganhou atenção especial do treinador na semana de trabalhos em Atibaia, no interior paulista.

Em campo, o setor defensivo suportou bem os ataques adversários. Falhou algumas vezes, é verdade, mas contou com a sorte e com a competência de Marcos para não ser vazada. Na primeira etapa, Wagner teve duas boas chances para o Cruzeiro, mas mandou a bola para fora; e Jajá, em chute forte e rasteiro, obrigou o goleiro palmeirense a fazer difícil defesa.

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O Palmeiras criou apenas duas oportunidades nos 45 minutos iniciais. Uma com Lenny, que cabeceou para fora e segue sem marcar gol com a camisa palmeirense, e outra com Diego Souza, que foi fatal. O meia mostrou faro de goleador e, com habilidade matou a bola no peito antes de fazer 1 a 0, aos 42 minutos.

O Cruzeiro voltou mais ofensivo na segunda etapa. Foi um verdadeiro teste de fogo para a defesa palmeirense. Os mineiros tomaram conta do jogo e desperdiçaram gol atrás de gol. Em chute de Thiago Martinelli, Léo Lima salvou seu time em cima da linha. Em seguida, Lenny deu um carrinho desnecessário no ataque e levou o cartão vermelho.

Com um jogador a mais em campo, o Cruzeiro intensificou o ataque. Parecia questão de tempo para o Palmeiras sucumbir à forte pressão adversária. Era o que a torcida mineira achava – e com a ineficiência de seu time, passou a pedir “raça” e a xingar o técnico Adilson Batista com as modificações realizadas.

Luxemburgo também mexeu na sua equipe. Colocou Jumar e Thiago Cunha esperando que eles segurassem mais a bola. Depois, tirou o meia Evandro para a entrada do zagueiro Gladstone, já para fechar de vez a defesa. E o Palmeiras foi guerreiro. Agüentou a pressão, quebrou um jejum de vitórias e se colocou a três pontos do líder Grêmio. O sonho do título palmeirense nunca esteve tão vivo.