Era para ser um dia de festa no Palestra Itália, mas o Palmeiras voltou a decepcionar dentro de seu estádio e foi derrotado neste domingo pelo Atlético Mineiro por 3 a 1, resultado que deixou a equipe em sétimo lugar no Brasileirão e fora da Copa Libertadores 2008 – a vaga ficou com o Cruzeiro.

O resultado no Palestra Itália refletiu a campanha irregular da equipe ao longo do Nacional. A derrota deste domingo foi a sexta do time em 19 jogos como mandante. Ao Atlético, que chegou a estar ameaçado pelo rebaixamento, coube festejar a classificação à Copa Sul-Americana.

Apoiado pelos torcedores que lotaram o Palestra Itália (23.534 pagantes), o Palmeiras tomou as iniciativas da partida. O primeiro lance de perigo aconteceu logo aos 8 minutos. Após cruzamento do lateral Leandro, o atacante Rodrigão, livre na pequena área, cabeceou por cima do gol de Juninho. Com um esquema mais ofensivo, apenas dois volantes em campo (Makelele e Wendel), o Palmeiras também deu espaços para o Atlético. Por duas vezes, o time mineiro reclamou de pênalti. No primeiro lance, Gérson caiu na área após tentar driblar Diego Cavalieri. No outro, Marinho foi ao chão após disputar bola com o zagueiro David.

O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, do Rio de Janeiro, não marcou pênalti, o que deixou o técnico Leão indignado. No intervalo, eu deixou o gramado do Palestra Itália aos berros: "Ridículo, para não falar algo mais pesado. Foi ridícula [a atuação da arbitragem]". Ridícula, mesmo, foi a finalização de Deyvid Sacconi. Aos 18 minutos, o goleiro Juninho fez lambança e saiu jogando errado. Ele soltou a bola nos pés de Edmundo, que inverteu a jogada para Rodrigão. O atacante cruzou rasteiro, na boca do gol. Deyvid deu um carrinho, mas passou sobre a bola. A torcida não acreditou.

Depois desse lance, o ritmo do Palmeiras caiu. Quem gostou foi o Atlético-MG, que marcou o primeiro gol aos 33 minutos. Renan deixou Eder Luis na cara do gol de Cavalieri. Ele só teve o trabalho de chutar no canto do goleiro. O gol assustou a torcida e deixou o Palestra Itália calado. O susto, no entanto, durou apenas um minuto. Em rápida saída de bola, o atacante Rodrigão foi derrubado na área por Marcos. Pênalti para o Palmeiras. Edmundo foi para a cobrança e guardou a bola no canto direito de Juninho. Foi o gol 99 do atacante com a camisa verde – ele ainda não renovou para a próxima temporada.

Na segunda etapa, o técnico Caio Júnior tentou dar qualidade nas finalizações e colocou Caio no time. Porém, foi Rodrigão que perdeu uma ótima chance aos 9 minutos. Após cabecear, a bola do atacante foi defendida por Juninho, que espalmou na trave. No rebote, Rodrigão tocou de calcanhar e Juninho voltou a pegar. Mas os torcedores que achavam que o Palmeiras faria o segundo gol se enganaram. Após tabelinha com Danilinho, Gérson ficou na cara do gol. Ele chutou, mas Cavalieri pegou. No rebote, a bola caiu nos pés de Marinho, que só empurrou para as redes, marcando para o Galo aos 16 minutos.

Com a desvantagem no placar, o Palmeiras se desesperou e esqueceu completamente da marcação. O Atlético-MG teve várias chances de ampliar, mas só chegou ao terceiro e último gol aos 33 minutos. Eduardo subiu mais alto do que os zagueiros do Palmeiras e balançou a rede de Cavalieri. O Cruzeiro, que venceu o América de Natal, agradeceu o tropeço do Palmeiras e ficou com a quarta e última vaga para a Copa Libertadores. Agora, resta a diretoria do Palmeiras tocar o planejamento para 2008 sem a competição sul-americana, que era dada como certa. Com isso, complica a situação do técnico Caio Júnior.