Braz mantido na zaga.

Duas das piores equipes do returno do Brasileirão estarão frente à frente hoje à tarde. Pior que isso, o jogo entre Ponte Preta e Paraná Clube tem tudo para registrar um dos menores públicos da competição. A partida será disputada em estádio neutro – na Vila Belmiro, às 16h – devido à punição aplicada ao time paulista, que perdeu um mando de campo e foi obrigado a trocar Campinas por Santos.

O Paraná encerrou o primeiro turno na oitava colocação, mas “estacionou”. Somou somente quatro pontos na nova etapa e despencou para o 14.º lugar (sua pior posição, até aqui). O retrospecto da Ponte Preta é ainda pior. Computou somente dois pontos e está em 20.º lugar, muito próximo da zona de rebaixamento.

Procurando driblar a crise, o Tricolor ainda sonha com a volta por cima, mas novo revés pode encerrar abruptamente o trabalho desenvolvido pelo técnico Edu Marangon. A recente derrota para o Coritiba deixou o treinador em situação pouco confortável. Foi duramente cobrado pelos dirigentes e intimamente sabe que não terá forças para sustentar um tropeço diante da desesperada Ponte.

Renaldo, Marquinhos e companhia buscam energias positivas no local onde a equipe deu início à sua caminhada neste Brasileirão. O Paraná volta à Vila Belmiro, onde estreou “com o pé direito” ao surpreender o Santos num empate por 2×2. De lá para cá, o time sofreu profundas mudanças, com trocas consecutivas de treinadores. Entre Cuca e Edu Marangon, o Tricolor teve duas outras fases (Adílson Batista e Saulo de Freitas), mas ainda não se reencontrou.

Sem conseguir um padrão ideal (mesmo escalando praticamente o mesmo time que iniciou o Brasileiro), Marangon decidiu reestruturar a equipe. Adotou o 3-5-2 e aposta no esquema, independente da derrota no clássico. “Taticamente, fomos bem. Os erros que nos custaram três pontos não estão ligados ao posicionamento no time”, comentou. Por isso, Fábio Braz, o terceiro zagueiro foi mantido. A única alteração fica por conta da volta de Pierre, no lugar de Fernando Miguel, suspenso.