Grande cestinha da história do basquete, Oscar Schmidt foi eleito nesta sexta-feira para o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba). A cerimônia de premiação acontecerá no dia 12 de setembro, em Istambul. Uma homenagem aos indicados também será realizada na decisão do Mundial da Turquia, no mesmo dia.

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Com isso, Oscar se junta aos outros quatro imortalizados brasileiros: Amaury Passos, Hortência, Bira e Kanela. Pela seleção brasileira, o “Mão Santa” atuou de 1977 a 1996, disputou 326 partidas oficiais, marcando 7.693 pontos. Sua principal conquista pelo Brasil foi a dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, quando bateu os Estados Unidos na decisão, ao lado de Marcel e Israel.

O ex-ala, de 52 anos, fez carreira no basquete brasileiro, onde atuou por Palmeiras, Sírio, Corinthians, Bandeirantes, Barueri e Flamengo. No exterior, jogou por Caserta e Pavia, da Itália, e Forum/Valladolid, da Espanha. Em 2001, em uma partida entre Flamengo e Fluminense, tornou-se o maior cestinha da história do basquete. No total, marcou 49.703 em 1.613 jogos.

Além de Oscar, outros seis atletas foram eleitos nesta sexta para o Hall da Fama da Fiba. Entre eles, os ex-pivôs Arvydas Sabonis, da Lituânia, e Vlade Divac, da Iugoslávia. Tanto Sabonis quanto Divac tiveram ótimas passagens pela NBA, depois de marcarem época no basquete europeu.

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O lituano destacou-se pelo Portland Trail Blazers em duas passagens, entre 1995 e 2001, e depois em 2002 e 2003. Anteriormente, havia sido o grande destaque do Real Madrid por quatro anos, entre 1992 e 1995. Pela seleção nacional, conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de 1992 e 1996.

Divac também brilhou na liga norte-americana. Após se destacar no basquete iugoslavo, chegou ao Los Angeles Lakers, onde atuou de 1989 a 1996. No mesmo ano, se transferiu ao Charlotte Hornets em uma troca pelo então novato Kobe Bryant. Dois anos depois, foi jogar no Sacramento Kings, onde voltou a se destacar. Em 2004, já veterano, retornou ao Lakers para encerrar a carreira.

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Pela seleção iugoslava, Divac conquistou duas medalhas de prata nas Olimpíadas de 1988 e 1996, além de dois títulos mundiais, em 1990 e 2002. A grande carreira no basquete alçou o ex-jogador ao cargo de presidente do Comitê Olímpico nacional.

Outro destaque entre os indicados é a ex-pivô Cheryl Miller, irmã do ex-jogador da NBA Reggie Miller. A atleta ajudou a seleção americana a conquistar a medalha de ouro na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, e ficou conhecida por ser a primeira mulher na história a fazer uma enterrada em uma partida oficial.

HALL DA FAMA – Inaugurado em 2007 para preservar a história do basquete mundial, o Hall da Fama da Fiba está localizado em Madri. A cada ano, a entidade homenageia jogadores, técnicos, árbitros e pessoas que contribuíram para o esporte. A lista de homenageados da Fiba é diferente do Hall da Fama dos Estados Unidos, que inclui somente Hortência e Bira, incluído neste ano.

Lista completa dos eleitos de 2010:

Jogadores:

Arvydas Sabonis (Lituânia)

Cheryl Miller (Estados Unidos)

Dito Meneghin (Itália)

Dragan Kicanovic (Sérvia)

Natalia Zassoulskaya (Rússia)

Oscar Schmidt (Brasil)

Vlade Divac (Sérvia)

Técnicos:

Lindsay Gaze (Austrália)

Evgeny Gomelsky (Rússia)

Mirko Novosel (Croácia)

Árbitros:

Jim Bain (Estados Unidos)

Konstantinos Dimou (Grécia)

Pessoas que contribuíram com o basquete:

George Killian (Estados Unidos)

Hans-Joachim Otto (Alemanha)

Ernesto Segura de Luna (Espanha) – in memoriam

Abdoulaye Seye Moreau (Senegal)

Al Ramsay (Austrália)