Um acidente na manhã desta quarta-feira nas obras de reforma do Maracanã para a Copa do Mundo 2014 precipitou uma paralisação dos operários, que exigem do consórcio “Maracanã Rio 2014” aumento salarial e a disponibilização de um plano de saúde. Atualmente, os 1.500 funcionários trabalham amparados apenas por um plano limitado do sindicato.

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O consórcio responsável pela reforma emitiu nota na noite desta quarta-feira confirmando o acidente envolvendo Carlos Felipe da Silva Pereira e a demanda dos trabalhadores. Os representantes dos dois lados chegaram a se reunir para tentar solucionar o impasse. Mas os operários ameaçam manter a paralisação com uma manifestação marcada para começar às 5h30 desta quinta, em frente ao Maracanã.

Segunda a nota do consórcio, um acordo coletivo com a categoria e o sindicato foi fechado em 19 de abril de 2011, abrangendo o período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012. Sobre o acidente ocorrido nesta quarta-feira, informou que o funcionário sofreu fratura no joelho.

Após os primeiros socorros no canteiro de obras, Carlos Felipe da Silva Pereira foi encaminhado de ambulância para o Hospital Souza Aguiar, no Rio. E a Secretaria Municipal de Saúde informou que ele foi transferido no início da noite para uma hospital particular.

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Carlos Felipe da Silva Pereira se feriu ao cortar um barril com uma solda, que explodiu. Com isso, ele foi arremessando a uma distância de dois metros, causando fraturas e queimaduras. O acidente acelerou uma manifestação por melhores condições de trabalho e aumento salarial, que já estava planejada pelos operários.

“Paramos às 11h30 para o almoço e só voltamos para bater o ponto e ir embora, por volta das 16 horas. Eles nos pagam R$ 1.180,00 quando todas as empresas pagam acima disso. Além do mais, não temos planos de saúde nenhum. Estamos correndo riscos”, disse um operário que não quis se identificar. “Amanhã (quinta-feira) vamos ficar em frente ao estádio a partir das 5h30 e ninguém vai entrar.”

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A Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop) também emitiu nota em que informa acompanhar “a evolução das negociações para reinício dos trabalhos”, sem dar mais detalhes.