Só a construção e a reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, vão consumir R$ 6,3 bilhões. A estimativa está baseada em orçamentos oficiais feitos pelos comitês organizadores das 12 cidades brasileiras que serão sede do evento. No topo da lista está o Maracanã, cuja reforma deve consumir R$ 1,4 bilhão. Logo atrás vem a construção da arena de Brasília, avaliada em R$ 740 milhões, mas que deve chegar a R$ 1 bilhão. Até aqui, os mais contidos nos gastos são os gaúchos – a ampliação da capacidade de público e adequação do Beira-Rio estão em módicos R$ 60 milhões.

Por se tratar de números oficiais, a expectativa do mercado é de alta nas projeções. No comparativo com investimentos para a Copa do Mundo na África do Sul, que acontecerá neste ano, o Brasil já comprometeu mais do que o dobro, uma vez que os sul-africanos calcularam em R$ 2,65 bilhões os gastos com estádios.

A presença de valores que facilmente atingem os sete dígitos é apontada como uma das causas do atraso generalizado das obras. Os comitês locais argumentam que dependem da liberação de empréstimo por meio de linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inicialmente, os trabalhos deveriam começar em março. Ao perceber que a data se aproximava e que nada era feito, a Fifa decidiu estender o prazo até o dia 3 de maio. A data mudou, mas o ritmo das reformas permanece inalterado.

A demora provocou manifestação pública do ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, que no final do ano passado mandou recado aos responsáveis. “O sinal de alerta já foi ligado”, observou. “Precisamos transformar nossos projetos e discursos em obras.”