Os três times da capital atuam no esquema 3-5-2. Uma tática que privilegia os alas e dá mais liberdade para os atacantes. O problema é que nenhuma das nossas equipes vem convencendo neste campeonato e o Brasileiro, onde o nível técnico é muito superior, começa dia 10 de maio.
O Paraná joga com Élton, Luiz Henrique e Leandro, que fazem a cobertura para as descidas de Araújo e Fabinho. Os alas não vem apoiando como deveriam e o cruzamento não é qualificado. Esse esquema dava mais certo quando Murilo estava presente, visto que o atleta jogava quase que como um ponta direita.
No Coritiba verifica-se o mesmo problema. O técnico Ivo Wortmann começou com Vicente e Márcio Gabriel no início do campeonato, mas devido a falta de objetividade e consequentemente qualidade, o treinador resolveu dar chance aos suplentes. Como Guaru e Rodrigo Heffner não corresponderam, o jeito foi Ivo improvisar na posição deslocando dois meias para a função.
O Atlético apresenta as carências mais graves no setor. Netinho faz tempo que não vai ao fundo e realiza um bom cruzamento e Alberto vem se arrastando em campo. Márcio Azevedo já mostrou suas limitações e Zé Antônio é esforçado, mas não é da posição. O jeito é Geninho ir trabalhando com o que tem.
A pergunta que fica é: será que o esquema 3-5-2 é o melhor, levando em conta que a equipe tem alas que não estão correspondendo? Não seria melhor atuar em um esquema 4-4-2 com dois zagueiros e privilegiar o setor de criação do meio de campo?
Deixe sua opinião no espaço Voz da Geral


