O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, lamentou o erro na execução do hino do Brasil durante o hasteamento da bandeira na Vila Pan-Americana, na tarde desta quarta-feira. Nuzman, porém, preferiu não fazer críticas à organização dos Jogos e afirmou que “a falha humana acontece”.

A gafe aconteceu durante a cerimônia oficial que marcou a chegada da delegação brasileira na Vila do Pan. Em vez do hino brasileiro, a organização tocou o hino de Barbados – ou das Bahamas, já que trechos da música são parecidos e ninguém quis confirmar oficialmente.

“Isso pode acontecer. Em Londres, na cerimônia de premiação da Serena Williams, a bandeira dos Estados Unidos caiu do mastro. Todos fazem o melhor, mas às vezes a falha humana acontece. Espero que conosco nós não tenhamos isso”, disse Nuzman, momentos depois.

Carlos Arthur Nuzman também preside o Comitê Rio-2016, que é o responsável pela organização dos Jogos Olímpicos do próximo ano. E prometeu reforçar o pedido para que erros desse tipo aconteçam no evento do próximo ano.

“Em Atlanta (1996) trocaram as bandeiras, foram duas fábricas que fizeram as bandeiras e fizeram de diferentes dos países… Você começa a conviver com isso e a gente fica torcendo para não ter esse tipo de falha”, declarou. “Mas é lógico que o recado vai ser dado (no Rio-2016). Não tenha dúvida.”

A bandeira brasileira já estava quase a meio-mastro quando o hino parou de tocar. Neste momento, os atletas do País já cantavam por conta própria o hino nacional. Após o erro, uma versão reduzida do hino nacional acabou sendo tocada.

O diretor executivo de Esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, disse inicialmente que o hino tocado erroneamente era das Bahamas. Mais tarde, declarou que na verdade seria o de Barbados. O técnico responsável por liberar o som disse não saber qual hino havia sido tocado.