São sete jogos, nem todos completos, e nenhum gol. Três meses parado, em tratamento médico, metade do seu tempo de clube. Outro jogador com essa ficha seria considerado chinelinho (alega contusões e se esconde no departamento médico) e teria seu nome colocado no alto da lista dos que devem ser mandado embora.

Mas com o paranaense Róbson Michael Signorini, o novo Robinho, de 21 anos, com passagens por três clubes antes de chegar ao Santos, é diferente. Desde a sua boa atuação na estréia – empate por 1 a 1 com o Fluminense, dia 12 de junho, no Maracanã – ele é uma das grandes esperanças do Santos e do Grupo Sonda, que comprou seus direitos e repassou 50% ao clube, em junho deste ano.

“Agora estou 100%”, garante o atacante que será uma das novidades do técnico Márcio Fernandes para enfrentar o Atlético-MG, domingo, no Mineirão. O treinador chegou a pensar em improvisar Kléber na marcação e escalar Fabio Santos na lateral-esquerda, mas mudou de idéia com o bom rendimento de Robinho nos treinos da semana.

“Gosto de fazer a função que o professor me pediu. Volto para ajudar na marcação e também vou ao ataque. Prefiro jogar caindo para os dois lados do campo, com um atacante como Lima, que fica mais fixo na área”, explicou.

Na estréia contra o Fluminense, Robinho sofreu uma “paulistinha” na coxa direita, do lateral Júnior César, e o que parecia uma contusão sem importância, fez com que ele perdesse quase meio ano. “Parei 45 dias. Achei que estava bom e tentei voltar contra o Botafogo. Senti o problema outra vez e fique mais 30 dias em tratamento. Voltei diante do Ipatinga e tive que parar outra vez. Agora, tenho certeza de que estou curado”.

Ele prefere assumir a culpa em vez responsabilizar alguém. “Mas não devia ter tentado voltar sentindo dores. Se tivesse falado tudo isso que passei não teria acontecido”.