A vitória do Paraná Clube sobre o Operário veio após uma mudança tática feita pelo técnico Milton Mendes. Se no início da competição ele optou por utilizar a garotada, com dois pontas e um jogador na área – sempre com movimentação entre eles -, na partida em Ponta Grossa o comandante preferiu rechear o meio-de-campo, utilizando também jogadores mais experientes, e com apenas Giancarlo na frente.

Na estreia, na vitória por 2×0 sobre o Cianorte, Júlio César e Luisinho atuaram pelos lados do campo, enquanto Carlinhos ficava na posição central. Contra o Maringá, Marcos Aurélio e Paulo Roberto iniciaram jogando, com Léo sendo o 9. Para a terceira rodada, no clássico contra o Coritiba, Paulo Roberto permaneceu no ataque tendo Luisinho e Carlinhos como companheiros. Na derrota diante do J. Malucelli, Carlinhos e Paulo Roberto foram posicionados como pontas e Giancarlo fez sua estreia.

Só que essa opção não funcionou. A equipe paranista conquistou apenas uma vitória e marcou dois gols. A cobrança por parte da torcida veio e o próprio Milton Mendes garantiu que precisava mudar para o jogo contra o Operário. “Nosso sistema terá que ser mudado”, afirmou, antes da partida.

Sem Edson Sitta e Ricardo Conceição lesionados, Mendes optou por escalar Cambará, Elyeser e Paulinho Oliveira. O primeiro ficou mais preso, responsável pela proteção à defesa, composta por Brinner e Naylhor, e também pela cobertura dos laterais – Toty e Breno.

Nos dois jogos em que havia atuado, Elyeser foi tímido. No domingo mudou sua postura e, além de ajudar na marcação, teve liberdade para sair pro jogo e levar a bola para o ataque – no segundo tempo quase marcou. A outra peça no setor era Paulinho Oliveira, atuando pelo lado direito como um meia. Na teoria, teria o trabalho de um ponta, mas voltava para compor o meio-campo, ajudar na marcação e também dar liberdade para Toty.

Os meias de criação foram Fernando Gabriel e Lúcio Flávio. O primeiro atuou mais pela esquerda, mas a todo momento flutuava pelo meio chegando na área do adversário. O segundo mais centralizado, perto do gol, como quer o treinador. Na frente, Giancarlo tinha a função de ficar fixo para receber as bolas e fazer os gols.

A mudança em campo foi nítida, com Milton Mendes preferindo deixar a velocidade tentada nas rodadas iniciais de lado, para ter mais peças no meiocampo, protegendo a defesa e podendo ter mais criatividade, para dar oportunidades ao centroavante. A formatação fica em campo como um 4-2-3-1, diferente do 4-3-3 do início da temporada. E como deu resultado, o comandante paranista deve manter o esquema para o duelo contra o Prudentópolis, domingo, na Vila Capanema.