Santos – A diretoria do Santos não concordou com a idéia de Vanderlei Luxemburgo de concentrar o elenco em São Paulo depois da volta da Bolívia, hoje. Ele pretendia evitar que a equipe voltasse a Santos antes do clássico de domingo, contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

A diretoria, no entanto, vetou a idéia para economizar, e por isso o grupo treina normalmente hoje, no CT Rei Pelé, e se concentrará no Recanto dos Alvinegros, hotel inaugurado no ano passado dentro do CT, seguindo para São Paulo apenas no domingo.

Depois de atender aos pedidos de reforços de Luxemburgo, a diretoria vai aos poucos implantando no futebol a política de contenção de despesas já adotada na área administrativa. O primeiro passo foi reduzir os vencimentos dos prestadores de serviços José Ely Miranda, o Zito, um dos símbolos da vencedora equipe dos anos 60s e hoje gerente de futebol, e Luiz Henrique de Menezes, supervisor do futebol. Não está fora de cogitação pedir que Luxemburgo colabore e reduza a sua comissão, composta de 25 profissionais.

Quanto aos reforços, a direção santista contou com a compreensão de Luxemburgo. Enquanto eram especulados nomes de peso, como Nilmar, Vagner Love, Roger, Zé Roberto (Botafogo), Amoroso, Marcel, Souza e até Ricardo Oliveira, as contratações eram modestas. Nomes expressivos, só Antonio Carlos, beirando os 38 anos de idade e já projetando o início da carreira de técnico, e Pedrinho, uma aposta de risco em razão do histórico de contusões do meia. Aliás, duas contratações a custo zero.

Ao contrário: com a dispensa dos três zagueiros que mais atuaram em 2006, Manzur, Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro, além do atacante Reinaldo, o Santos reduziu a folha de pagamento do futebol. Como o clube não tem o hábito de falar em valores envolvidos em contratações, não se sabe se Rodrigo Souto e Adaílton também são jogadores cedidos gratuitamente por empresários, usando o Santos como vitrine para valorizá-los e depois vendê-los para o exterior. O único investimento teria sido em Marcos Aurélio.

Pessoas ligadas à diretoria afirmam que até o meio do ano, quando os jogadores com maiores salários devem ir embora, o clube vai ter de recorrer a empréstimos bancários para que o seu departamento de futebol, que custa mais de R$ 3 milhões mensais, não entre em colapso.