Enfrentar um clássico nunca é fácil, nem mesmo para os mais experientes e o técnico Ricardo Drubscky não se intimida ao falar da ansiedade que é esperar pelo confronto com o Paraná Clube, hoje às 16h, na Vila Capanema. O “friozinho na barriga” acompanha, mesmo os mais experientes, até o momento de entrar e campo.

“Você fica mais ansioso, na expectativa, mas quando começa você entra no clima, mas a preparação é muito diferenciada”, admitiu Drubscky, que sentiu até a rotina alterada por conta do clássico.

O treinador foi parado por torcedores para falar sobre clássico, de maneira que não acontece em jogos comuns. Mas é preciso controlar esta ansiedade para que na hora do jogo isso não se torne um problema para os jogadores e para o próprio comandante da equipe.

“É diferente, e do outro lado deve ser da mesma forma, mas esta ansiedade precisa ser em um nível bom para não prejudicar no jogo”, alertou o treinador.

Drubscky não é o único a encarar seu primeiro clássico no Furacão. Se mantiver a escalação que venceu o Criciúma no último final de semana, o comandante vai colocar em campo 11 jogadores que ainda não enfrentaram o Paraná. O último clássico entre as duas equipes foi no ano passado. Entre os que disputaram aquele jogo, apenas Paulo Baier, Renan Rocha e Nieto (que entrou no decorrer da partida) seguem no Furacão, e nenhum deles é titular hoje.

E dentro os possíveis escalados de hoje tem também os novatos, como o meia Elias, que espera fazer uma estreia com o pé direito.

“Para mim vai ser especial porque é o primeiro clássico em Curitiba”, disse o jogador.

E para colocar em prática o desejo de começar bem as disputas com os grandes rivais do Furacão, Elias não quer pensar na boa sequência do time, que não perde há três jogos.

“Não vão adiantar de nada ter vencido os três jogos e chegar agora e não conseguir os três pontos”, lembrou o meia.

“Os dados estatísticos servem para escrever história, é uma coisa bacana, mas sabemos que estas coisas não valem muito na hora do jogo”, alertou Drubscky.