O Santos é o primeiro finalista do Campeonato Paulista. A equipe do técnico Muricy Ramalho garantiu a vaga neste domingo, ao vencer o São Paulo por 3 a 1, no Morumbi, pelas semifinais. O adversário da decisão será conhecido ainda neste domingo, no duelo entre Guarani e Ponte Preta, mas já se sabe que o time da Vila Belmiro fará a segunda partida como mandante por ter a melhor campanha.

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O confronto deste domingo contou com todos os ingredientes de um bom jogo: rivalidade, muitas chances de ambos os lados, erros da arbitragem, falha de goleiro e três gols do principal craque em campo: Neymar, que marcou duas vezes no primeiro tempo e uma no segundo para definir a partida em favor do Santos. Ele ainda chegou à artilharia da competição, com 16 gols – contra 15 de Hernane, do Mogi Mirim.

Com a vaga na decisão, o time santista tem a chance de conquistar o tricampeonato paulista, já que venceu em 2010 e 2011. Isto não acontece desde 1969, quando o próprio Santos venceu seu terceiro Paulistão consecutivo, ainda com Pelé.

A equipe visitante entrou em campo neste domingo com uma mudança no ataque: Alan Kardec no lugar de Borges. Muricy Ramalho explicou que a opção se deu pela qualidade do São Paulo nas jogadas de bolas aéreas e Alan, mais alto, poderia ajudar a defesa e ser mais efetivo no ataque neste tipo de lance.

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O JOGO – Logo a 1 minuto, o Santos conseguiu um pênalti a seu favor. Arouca puxou contra-ataque e lançou para Alan Kardec, que tentou driblar Paulo Miranda e foi calçado por baixo pelo zagueiro. Na cobrança, Neymar bateu no alto, no canto direito de Dênis, que pulou para o esquerdo, e marcou o primeiro. Foi o centésimo gol do atacante com a camisa santista.

O São Paulo não se intimidou com a desvantagem, pelo contrário, acordou na partida. Usando muito as jogadas pelos lados, principalmente com Cortez pela esquerda, a equipe da casa cresceu e passou a dominar as ações. Aos 10 minutos, Jadson bateu escanteio, Paulo Miranda subiu antes da saída de Rafael e cabeceou na trave. No lance, o goleiro acabou sentindo uma lesão no joelho direito, recebeu tratamento, mas ficou em campo.

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Quatro minutos depois, Rafael precisou trabalhar em cobrança de falta de Denilson, que quicou na grama molhada e quase o enganou. O São Paulo não diminuía a pressão e teve boa chance de empatar aos 21, quando Casemiro recebeu bom passe de cabeça e bateu cruzado, com perigo.

Quem marcou, no entanto, foi Santos. Aos 31 minutos, Rhodolfo tirou a bola, mas ela ficou com Ganso, que tocou rápido para Neymar. O atacante aproveitou a bobeada de Paulo Miranda na marcação, arrancou e tocou de pé esquerdo no canto de Dênis para marcar seu 101.º gol com a camisa santista. Ele é agora o 21.º maior artilheiro da história do clube, empatado com Juary, a quem homenageou na comemoração.

No segundo tempo, o São Paulo voltou a dominar a posse de bola e melhorou, com as entradas de Fernandinho e Rodrigo Caio. Aos 2 minutos, a primeira chance: Lucas fez boa jogada pela intermediária, passou pelos marcadores e bateu com perigo, de fora da área.

Aos 4, o time da casa chegou de novo. Após falta da direita, Paulo Miranda tocou com perigo. No lance seguinte, resposta santista: Alan Kardec bateu fraco de fora da área. Mesmo assim, Dênis não conseguiu segurar e rebateu para o meio. Neymar vinha em velocidade e, atrapalhado por Rodrigo Caio, bateu na trave.

Neste ritmo acelerado e com oportunidades de ambos os lados se dava a partida. O São Paulo quase diminuiu, aos 9 minutos, em lance que Maranhão tocou contra o próprio gol. No lance Rafael voltou a sentir e saiu para a entrada de Aranha.

Aos 12, o Santos teve um gol anulado de forma polêmica. Elano cruzou da direita e, após escorada de cabeça, Alan Kardec empurrou para o gol. Mas o árbitro Paulo César de Oliveira marcou falta de Edu Dracena no lance.

A partir daí, o personagem da partida passou a ser Willian José. Aos 13 minutos, ele perdeu grande chance ao chutar por cima depois de grande jogada de Lucas. Aos 15, Rodrigo Caio cruzou pela direita, o atacante se antecipou e, de carrinho, acertou a trave.

De tanto insistir, Willian José deixou sua marca. Aos 18 minutos, Casemiro recebeu pela meia direita e deu ótimo passe para o atacante, que estava em posição irregular, não marcada pelo auxiliar. Ele dominou, tirou a marcação da jogada e bateu cruzado de esquerda, sem chance para Aranha.

O gol incendiou o Morumbi e a equipe são-paulina quase conseguiu o empate apenas dois minutos depois, em cobrança de falta de Cícero que exigiu grande defesa de Aranha.

Quando o São Paulo ia com tudo para cima, com a entrada de Osvaldo no lugar de Casemiro, o Santos chegou ao terceiro gol em uma infelicidade de Dênis. Léo tocou para Neymar, que girou sobre a marcação e bateu de fora da área, no meio do gol. O goleio são-paulino tentou defender, mas espalmou contra o próprio gol. Cícero ainda foi expulso pouco depois e acabou de vez com as chances de reação dos mandantes.

 

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 1 X 3 SANTOS

SÃO PAULO – Dênis; Piris (Rodrigo Caio), Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro (Osvaldo), Cícero e Jadson (Fernandinho); Lucas e Willian José. Técnico: Emerson Leão.

SANTOS – Rafael (Aranha); Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Rentería). Técnico: Muricy Ramalho.

GOLS – Neymar, aos 3 e aos 31 minutos do primeiro tempo. Willian José, aos 18, e Neymar, aos 32 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Paulo César de Oliveira.

CARTÕES AMARELOS – Paulo Miranda, Maranhão, Piris, Cícero, Rodrigo Caio, Aranha.

CARTÃO VERMELHO – Cícero.

RENDA – R$ 2.033.374,00.

PÚBLICO – 47.771 pagantes.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).