A chegada do técnico Ney Franco dá oportunidade a todos os jogadores de mostrar serviço e conquistar a sonhada vaga no time titular. Dentre os setores da equipe, o que mais tem preocupado a torcida atleticana é o ataque. Desde a saída de Alex Mineiro, por contusão, no início da partida contra o Grêmio (em 28/7), a dupla ofensiva formada por Dinei e Marcelo não realizou boas apresentações e, conseqüentemente, não caiu nas graças da galera, acostumada a apreciar o futebol de contra-ataques rápidos e mortais.

No entanto, a média de gols deles não é ruim. Em oito jogos, a dupla marcou cinco vezes – Marcelo (3) e Dinei (2). Porém a falta de criatividade e as várias oportunidades perdidas em lances fáceis, deixaram o torcedor com um pé atrás quanto à escalação da dupla. A rejeição também se deve ao ótimo aproveitamento do ex-dono da camisa 9. Alex Mineiro, sozinho, em doze jogos, marcou oito gols e proporcionou belas jogadas e assistências aos seus companheiros durante suas apresentações. Mesmo afastado há quase um mês, ele ainda é o terceiro maior artilheiro do Brasileirão e lidera a promoção ?Chuteira de Ouro? da revista Placar, que premia o principal goleador do Brasil.

Obviamente que a torcida compara o rendimento dos atacantes e quer sempre o melhor para o Atlético. Por isso, pedidos de contratação de reforços para o ataque transformaram-se na principal reivindicação atualmente. Das últimas especulações, somente Geílson (ex-Santos) permanece em negociação. O prazo para as contratações neste Brasileirão encerra-se no final de setembro.

Disputa

Como Alex Mineiro só deve retornar aos gramados em novembro, as vagas no ataque estão em aberto e a escolha da nova formação ofensiva nas mãos de um outro mineiro – Ney Franco. O recém- contratado tem um pequeno leque de opções de jogadores que lhe proporcionam variações táticas interessantes.

Além da dupla Marcelo-Dinei, o técnico ainda pode contar com o futebol dos atacantes Rogerinho, Pedro Oldoni e Fernando Mineiro, que estão à espera de uma oportunidade na equipe principal. Rogerinho é um jogador de velocidade que parte pra cima do marcador. Pedro Oldoni é referência na área, esquema de jogo que o Atlético não utiliza desde a saída de Aloísio. E, finalmente, Fernando Mineiro é um jovem que estreou como profissional na partida contra o Figueirense e teve boa atuação.

Além desses atletas (atacantes de origem), Ney Franco ainda pode improvisar, caso ache necessário. No elenco, há três jogadores de meio-campo que vêm se destacando (Ramon, Ferreira e Netinho) e ainda não atuaram juntos. Como o esquema predileto do técnico é o 4-4-2 e a dupla Ramon e Ferreira é praticamente certa no setor de criação, Netinho torna-se uma opção, como meia-atacante. Aliás, foi atuando nessa função que ele se destacou no Náutico em 2006.

Nessa linha de pensamento, abre-se também a possibilidade de uma constante troca de posicionamento entre Netinho e Ferreira, que também possui características de meia-atacante. O Atlético da era Ney Franco começou a ser montado ontem no CT do Caju, mas a escalação do time para o jogo contra o Inter somente será conhecida após o treino de amanhã.