Se no Atletiba (1 a 1 na Baixada) da primeira fase Ney Franco era o “pato novo” perante o rodado Antônio Lopes, agora os papéis se inverteram com o comandante do Coritiba esbanjando experiência em cima do novato Leandro Niehues. Com seis clássicos na bagagem e decisões em Minas Gerais, Rio de Janeiro e também no Paraná, Ney parte para mais uma, agora contra o Atlético, mas garante que isso não dará nenhuma vantagem sobre o colega que estará do outro lado. Muito menos acredita que a semana livre para treinamentos poderá ajudar o Alviverde a vencer o Furacão e levantar o 34.º Paranaense.

“Não vejo vantagem nenhuma nisso. Se você não trabalhar a semana inteira lembrando o atleta da importância do jogo do final de semana pode cair até a concentração para o jogo e a equipe que joga (como o Atlético, que enfrenta o Palmeiras pela Copa do Brasil) está mobilizada o tempo todo”, avalia o treinador. No entanto, como é final, ele acredita que não haverá dispersão. “Temos que ter a competência para não perder essa mobilização e, fora ser um jogo contra o Atlético, todo jogo final é motivante e ajuda o treinador no trabalho”, pondera Ney, que já avisou que vai assistir o jogo de amanhã no Palestra Itália.

E lá ele irá observar bem o trabalho de Niehues. “O Leandro tem uma história grande dentro do Atlético, principalmente na base, onde teve clássicos e acho que o treinador transfere isso para o profissional também e não pesa. O que define mesmo são os jogadores dentro de campo”, minimiza o comandante alviverde. Para ele, nem as finais disputadas podem pesar. “Até porque eu já passei por esta situação do Leandro também, de ser treinador novo disputando uma final e a gente conseguiu o título mesmo jovem. Então, o Leandro é um treinador com futuro, se não fosse, ele não estaria dirigindo o Atlético”, avisa.

Mesmo assim, ele lembra que o resultado da partida não definirá a qualidade de nenhum deles. “Qualquer treinador em qualquer equipe não vai ganhar todas nem vai perder todas. Quando ganha não pode achar que você é o melhor do mundo e quando perde não pode achar que é o pior do mundo e não tem condição de estar ali. As duas experiências são positivas”, finaliza. Como treinador, Ney ganhou o Mineiro pelo Ipatinga e a Copa do Brasil e o Carioca pelo Flamengo. Mas também perdeu no Rio com o Botafogo e o Paranaense pelo Atlético, justamente contra o Coxa em 2008.