Nem confissão de uso de doping tira alemão de Mundial

Entre a mais grave crise que já envolveu um esporte em relação ao doping, o ciclismo quer mostrar ao mundo que passará a ser um esporte livre das drogas, mas não agora. Depois.

Ontem, 12 equipes profissionais assinaram um acordo para submeter seus atletas a 30 exames antidoping por temporada, sendo 15 de sangue e 15 de urina, mas só a partir de janeiro de 2008, ano olímpico.

No mesmo sentido, uma nova decisão demonstra não haver pressa em melhorar a imagem do ciclismo. Apesar de ter confessado o uso do hormônio sintético EPO antes da Volta da França de 1996, a estrela alemã Erik Zabel foi autorizada a competir no Campeonato Mundial de estrada, que acontecerá de 26 a 30 de setembro, em Stuttgart, Alemanha.

A federação alemã também liberou a participação de Andreas Kloeden, cuja carreira esteve manchada por famosos casos de doping.

Zabel admitiu em maio deste ano ter feito uso de EPO na primeira semana da Volta da França de 1996, mas garantiu nunca mais ter usado depois disso. Foi mantido na equipe Milram, que ontem assinou o acordo por maior rigor no antidoping, e disputou inclusive a Volta da França.

Houve pressões na Alemanha para que Zabel fosse excluído do Mundial, principalmente da parte da maior autoridade esportiva de Stuttgart, Susanne Eisenmann, fez campanha aberta contra ele.

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