A vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, no Palestra Itália, logo em sua estreia no comando do Palmeiras, fez o técnico Antônio Carlos se emocionar e se tranquilizar depois de assumir o cargo sob pressão da torcida, que contestou sua contratação. O treinador ganhou moral para começar a afastar a crise que ronda o clube.

“Não tem explicação a minha alegria”, disse o treinador, que até teve o nome gritado nas arquibancadas. “Me emocionei mesmo. Conheço o clube, tenho uma história muito bonita aqui dentro. Lembrei das minhas conquistas, fiquei satisfeito com o que estava acontecendo em campo. Não poderia haver melhor lugar para começar minha carreira de treinador em uma equipe grande.”

Como jogador, Antônio Carlos foi campeão brasileiro e paulista pelo Palmeiras em 1993 e 1994. Mas o começo como treinador na equipe não foi tão fácil. Antes da partida, integrantes de torcidas organizadas mantiveram faixas estendidas em frente ao estádio com palavras negativas, lembrando até o episódio de racismo em que se envolveu em 2006, quando jogava no Juventude. “É um caso que ficou no passado. O protesto foi de 30, 40 pessoas. Não posso generalizar. A torcida aqui sempre esteve do meu lado.”

Antônio Carlos ainda explicou que o diálogo que teve com os jogadores antes da partida foi mais importante que os dois treinos que ele dirigiu no clube antes do clássico. “Aqui ninguém descobriu a fórmula da Coca-Cola. O mais importante foi a conversa que tivemos”, explicou o novo treinador.

“Temos um bom time. Apenas três jogadores do Brasileiro não estão aqui mais. Procurei passar tranquilidade, dar confiança aos jogadores, para que eles pudessem entrar em campo pensando só no futebol. Eles responderam muito bem”, reforçou.