Foto; Marcos Michelin/Estado de Minas

Alan Bahia foi o melhor
pelo Rubro-Negro e, com um tirambaço de longe, marcou
o gol de empate no finalzinho.

Na prova de fogo do Atlético para sair da crise, um empate diante do Cruzeiro em Belo Horizonte acabou sendo de bom tamanho para a equipe no Campeonato Brasileiro. Apesar do jogo ruim na maior parte do tempo, o Rubro-Negro repetiu o mesmo filme dos últimos jogos e desperdiçou várias oportunidades. Um chute do meio da rua de Alan Bahia garantiu o 1 a 1 e a tranqüilidade para o Furacão seguir na competição.

O próximo compromisso é o Palmeiras, domingo, no Joaquim Américo.

O técnico Givanildo de Oliveira resumiu bem como jogaria. No contra-ataque e ?com a bola?. Apesar da obviedade do treinador, o imenso gramado do Mineirão parece ter deixado o Atlético lento. Ou era ilusão de ótica porque a partida parecia andar em câmera lenta. Para as duas equipes. Tanto que o primeiro chute a gol demorou 16 minutos a sair, dos pés de Jancarlos, para fora.

Até o torcedor da Raposa parecia prever que o jogo não seria bom e não compareceu como se esperava dos aficcionados de um time de ponta. Com as arquibancadas quase vazias, as duas equipes tocaram a bola e o gol azul só saiu devido a falha geral da defesa do Furacão e da arbitragem, que fez vistas grossas para o empurrão de Élber em Cléber, após cobrança de escanteio da direita. O londrinense viu que o árbitro mandou seguir a jogada e tocou para a rede.

Apesar de estar perdendo, a monotonia atleticana seguia e só foi quebrada após boa jogada de Erandir pela direita. Ele tocou para Herrera, que chegou chutando, mas Fábio fechou o gol e salvou. ?Foi mais uma falta de atenção nossa (o gol sofrido). Vamos procurar ficar ligados na marcação no segundo tempo?, analisou o volante Alan Bahia. Se o trio de frente da Raposa ficou mais preso entre seus marcadores durante o segundo tempo, o volante Sandro ficou livre e entrou para incomodar o goleiro Cléber com três chutes perigosos.

Sobrou espaço também para Ânderson, outra novidade de PC Gusmão assim como Carlinhos Bala, cruzar despretensiosamente e quase acertar o gol, se o goleirão rubro-negro não estivesse atento e salvasse. Ainda teve tempo de Bala mandar uma bola na trave antes do volante Alan Bahia mostrar que tem sorte e compensar as várias bolas desperdiçadas pelo ataque do time da Baixada. Sem muita técnica, ele mandou um petardo do meio da rua, tal qual contra o São Caetano.

Mal na jogada, Fábio ajoelhou e aceitou o frango.

E a sorte ainda estava com Dênis Marques também, que foi até a defesa ajudar e cabeceou uma bola para trás já nos acréscimos, que Cléber salvou no reflexo.

Givanildo diz que time merecia vencer

O técnico Givanildo de Oliveira saiu empolgado do gramado do Mineirão após o empate de ontem por 1 a 1 diante do Cruzeiro. Em paz com a imprensa de Curitiba, ele voltou a falar normalmente com os repórteres e promete comparecer em todas as ?janelas? de entrevistas daqui para frente. Sobre a partida, o treinador disse que o Rubro-Negro merecia até a vitória diante da Raposa, pelo que o time fez na volta do intervalo. ?No segundo tempo, só deu a gente. O time com três zagueiros saindo na hora certa, a gente bem posicionado e merecíamos até ter ganho o jogo pelo que nós apresentamos?, analisou.

Mesmo assim, ele mostrou preocupação com a ineficiência do seu ataque. ?Eu não sou muito de ficar abrindo os braços na beira do campo, mas tem hora que você se desespera. Nosso time ainda está em arrumação, alguns jogos faz bem?, apontou. Segundo Giva, o fundamental para o time reagir e chegar ao empate foi ?acreditar? na possibilidade de buscar o resultado. ?O Cruzeiro tem jogadores habilidosos como o Wágner, que teve marcação especial, e ele teve dificuldade para atuar. Conseguimos eliminar esse jogador com o Alan Bahia, que ainda chegou para fazer o gol?, destacou.

Recuperação

Hoje, a equipe retorna de Belo Horizonte e faz somente um trabalho regenerativo no CT do Caju. No entanto, a maior expectativa fica para o retorno do atacante Dagoberto. Recuperado de uma lesão muscular, ele só depende do treinador para ser escalado e voltar a jogar. Em negociação com a diretoria para renovação de contrato, o atleta vive em meio a especulações de uma transferência para clubes paulistas. Seus procuradores, no entanto, apostam num novo acordo com o Furacão para breve.

Negociação

O meia Caetano se apresentou ontem, ao Avaí, onde ficará por empréstimo até o final do ano. Agora, o elenco rubro-negro passa a ter 38 jogadores, mas outros também deverão ser negociados. Já o também meia Cléverson permanece no CT do Caju, pois não houve acerto entre ele, Atlético e Sport para uma transferência.

CAMPEONATO BRASILEIRO
9.ª Rodada
Local: Mineirão (Belo Horizonte)
Árbitro: Antônio Hora F.º (SE)
Assistentes: Antônio da Cruz dos Santos (SE) e Edmo Oliveira Santos (SE)
Gol: Élber aos 35 do 1.º tempo; Alan Bahia aos 45 do 2.º tempo
Cartão amarelo: Jancarlos, Fabrício, Edu Dracena
Renda: R$ 140.370,00
Público pagante: 16.113

Cruzeiro 1 x 1 Atlético

Cruzeiro
Fábio, Luizão, Edu Dracena e Thiago Heleno; Michel, Jonílson, Leandro Bomfim (Sandro), Wágner e Leandro Silva (Ânderson); Gil e Élber (Carlinhos Bala). Técnico: Paulo César Gusmão

Atlético
Cléber; Danilo, Alex (Evandro) e Paulo André; Jancarlos, Erandir, Alan Bahia, Fabrício e Moreno; Ferreira (João Leonardo) e Herrera. Técnico: Givanildo de Oliveira