Mario Yepes tem 38 anos e 101 partidas pela seleção colombiana, mas disputa uma Copa do Mundo pela primeira – e última – vez. E por isso quer ir o mais longe possível, para se despedir em grande estilo não só da camisa amarela, mas provavelmente da carreira de jogador. Sua estreia foi em 1999, um ano depois de a Colômbia ter disputado o seu terceiro Mundial seguido. Mas o país não se classificou para os torneios na Coreia do Sul e Japão (2002), Alemanha (2006) e África do Sul (2010). E só agora ele sente o gostinho de disputar a competição com a qual sempre sonhou.

Quis o destino que em “sua” Copa a Colômbia brilhasse como nunca. O país que tinha só duas vitórias em quatro participações (1962, 1990, 1994 e 1998) ganhou as quatro partidas que fez e, pela primeira vez, está nas quartas de final. E se o time continuar avançando e chegar ao título, caberá a ele levantar o troféu – é o capitão da equipe desde 2008. Seria a despedida dos sonhos para qualquer jogador.

Na última temporada, depois de três anos no Milan, ele defendeu a Atalanta. E, antes do fim do Campeonato Italiano, deu declarações indicando que dificilmente voltaria a jogar depois do Mundial. Sua meta é se tornar treinador, e para concluir o curso de formação que começou a fazer na Itália, precisará pendurar as chuteiras. “Fiz o primeiro estágio do curso, o único que é aberto para jogadores em atividade. Para ter o certificado que me permitirá trabalhar ainda preciso fazer mais dois ciclos, mas só poderei me inscrever quando tiver parado de jogar.”

Seu interesse em seguir a carreira de treinador não chega a ser uma surpresa: ele é considerado pela imprensa colombiana o representante de José Pekerman em campo, por sua liderança e capacidade de se colocar bem e orientar o posicionamento dos companheiros. Por essas virtudes, e também por fisicamente estar à altura do desafio que é jogar uma Copa nas condições climáticas do Brasil, Yepes é apontado como jogador fundamental da seleção. E digno de se despedir com todas as honras.