O ponteiro Murilo voltou a falar sobre o escândalo envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Em entrevista à Radio Estadão, o jogador disse que o próximo passo do protesto contra a entidade é a criação uma associação de atletas. “Não está formalizada. A gente pensa em criar. Assim teremos mais força para brigar. Conseguimos uma união para fazer esse protesto”, disse.

Murilo também afirmou que a Superliga de Vôlei não será paralisada. Segundo ele, interromper o campeonato seria muito prejudicial para os clubes. “Não podemos misturar as coisas. Precisamos resolver os assuntos internos na CBV. E tentar fortalecer os clube para que eles continuem formando jogadores para a seleção brasileira”, ressaltou.

De acordo com o jogador da seleção brasileira, os atletas continuarão cobrando explicações da CBV. “Não vamos deixar cair no esquecimento. Vamos correr atrás para que essas pessoas sejam punidas””, afirmou.

As irregularidades apresentadas pela Controladoria Geral da União (CGU) identificaram desvio de R$ 30 milhões em contratos da CBV. Murilo admitiu que o escândalo foi uma surpresa para a maioria. “Para nós era sempre muito difícil (saber). Tínhamos pouco contato com os diretores. Não dava para desconfiar”, frisou.

O presidente da entidade na época, Ary Graça, assumiu não ter tido acesso ao relatório da CGU e refutou as acusações. Após a publicação das reportagens pela ESPN, o dirigente renunciou, em março deste ano ao cargo. Ele é presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) desde 2012.

Walter Pitombo Larangeiras, conhecido como Toroca, vice-presidente da CBV por mais de 30 anos, assumiu o cargo deixado vago por Graça. Na semana passada, o Banco do Brasil suspendeu o patrocínio à entidade após o relatório CGU comprovar irregularidades na administração dos recursos.