Entra ano e sai ano, não sabem vocês como fica difícil promover o nosso futebol, o nosso campeonato. Ainda agora, estou lendo sobre alguns problemas que nem deveriam existir, não fôssemos vítimas de uma administração tão ridícula em nossa entidade.
Na verdade, Coritiba, Atlético e Paraná fazem milagres. Mantêm um time para jogar o Brasileiro, disputando três meses de um curioso campeonato paranaense, onde qualquer pessoa pode juntar um time de zona e inscrevê-lo. Ou é diferente?
E os três têm a obrigação de apresentar um bom produto, que só serve para levar renda a essa gente e prejuízo certo para suas contas. Li até sobre um dirigente que vendeu um terreno para conseguir dinheiro e pagar a taxa de inscrição dos jogadores. E tem um tal de Império Toledo, que até outro dia não sabia onde mandaria seus jogos.
Isso tudo entristece e só nos resta conformar coritibanos, atleticanos e paranistas, com a perspectiva de um bom segundo semestre.
Coritiba em Maringá
Em boa hora o Giovani acertou com a Prefeitura de Maringá. Mandar a maioria de seus jogos na bela cidade e aproveitar o seu estádio, contando com serviços acelerados prometidos pelo prefeito Sílvio Barros, que acabou de tomar posse.
Ele assustou-se com o estado do Willie Davis, outrora um dos melhores estádios paranaenses. Foi completamente abandonado pela administração anterior, num desrespeito à população da cidade, onde durante tantos anos se registraram os maiores públicos do futebol do interior. Houve até determinações do Ministério Público, que não foram atendidas.
Mas o Sílvio está colocando a casa em ordem, recuperando o gramado, que sempre foi o melhor do Paraná. Mas terá o Cori que jogar dois jogos no mausoléu que é o Pinheirão. O avante Negreiros já foi a primeira vítima. No jogo-treino de sábado, deu uma topada numa barra de ferro que "nasceu" no gramado. É um piso que não resiste a qualquer vistoria decente que se faça.
Esperança
Mas a gente tem esperança. Quem sabe um dia apareça uma figura com competência, desprendimento, como tantos que já passaram pela entidade nos últimos anos, como Motta Ribeiro e Harold Alberge, só para citar os mais recentes. Promover esse campeonato é um crime de lesa-espaço.