A prova de 10.000m é, obviamente, uma competição individual. Mas na final do Mundial de Pequim (China), neste sábado, no Ninho do Pássaro, a competição foi de três contra um. E, mesmo correndo sozinho contra os quenianos, o britânico Mo Farah confirmou o favoritismo para faturar o bicampeonato mundial.

A hegemonia nessa distância há muitos anos é dos quenianos, que buscavam retomá-la em Pequim. Para tanto, optaram por ditar um ritmo mais forte no início da prova, de forma a cansar Mo Farah para o sprint final. A estratégia serviu para garantir ao Quênia duas medalhas, mas não a de ouro.

O britânico acelerou na abertura da última volta, ultrapassou os quenianos e não foi mais alcançado, para vencer com 27min01s13. Foi seguido de Geoffrey Kamworor (27min01s76), Paul Tanui (27min02s83) e Bedan Mochiri (27min04s77). Também o norte-americano Galen Rupp chegou neste pelotão. Os demais ficaram mais de 40 segundo atrás de Mo Farah. Vários deles levaram volta.

A outra medalha de ouro distribuída na primeira sessão noturna do Mundial vai para a Alemanha. Christina Schwanitz, de 30 anos, alcançou 20 metros em três das suas seis tentativas para se tornar campeã mundial do arremesso de peso, com 20,37m. Ela era favoritíssima ao título, uma vez que tem 11 dos 15 melhores resultados da temporada.

A prata ficou com a chinesa Lijiao Gong (20,30m) e o bronze foi para a norte-americana Michelle Carter (19,76m), repetindo a ordem da classificação no Mundial passado. Com a diferença que, naquela ocasião, a neozelandesa Valerie Adams superou as três para ficar com o ouro. Agora, entretanto, a melhor atleta feminina de 2015 se recupera de cirurgia.