O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou nesta quarta-feira que podem ser retiradas da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de 2014 obras que não vão ter condições de ser entregues a tempo do evento. A decisão, segundo ele, será tomada em outubro e levará em conta o andamento dos processos nos próximos meses.

A Matriz de Responsabilidade lista compromissos assumidos pelo Brasil perante a Fifa para melhorias em diversas áreas, como mobilidade urbana e aeroportuária. Segundo o ministro, poderão sair do documento obras que tiverem problemas para ter o início efetivo. “Se em outubro não tiverem sequer projeto ou se não tiverem sido contratadas, vai haver um debate no governo para decidir qual será o encaminhamento nessas obras especificas. Não havendo a contratação até lá, eu acho que não haverá condição de ter a execução dentro do período próprio”, explicou.

Ribeiro levou à audiência na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, nesta quarta-feira, números mais atualizados do que os divulgados pelo governo na semana passada. Na área de mobilidade, da qual sua pasta é responsável, 5 das 51 obras previstas para a Copa ainda estão em fase de projeto. São 30 os empreendimentos em obras e 16 os que estão em licitação ou aguardando o início das obras.

De acordo com a previsão do ministério das Cidades, pelo menos 15 das 22 obras de mobilidade urbana em cinco das seis cidades-sede da Copa das Confederações de 2013 não ficarão prontas para o evento. O levantamento prevê a entrega no primeiro semestre do ano de que vem de apenas três das oito obras de Belo Horizonte, duas das cinco de Recife e duas das seis de Fortaleza. A situação pode ser agravada pelo fato de na capital cearense os contratos de mobilidade com a empresa Delta terem sido encerrados, o que levará a abertura de uma nova licitação com possível alteração de cronograma. Os dois empreendimentos de Brasília e o do Rio ficarão prontos depois da competição, enquanto que em Salvador não há obra de mobilidade na Matriz.

O ministro das Cidades afirmou que a situação não criará problema para o evento do próximo ano. “O entendimento é que, com essas intervenções que já estarão prontas, teremos outra realidade já na pratica e que não se irá comprometer a Copa das Confederações”, disse Ribeiro.