Milton Mendes terá mais três dias de preparação para ‘mudar a cara’ do Paraná Clube. Apesar de ter números positivos em alguns itens – como posse de bola e volume de jogo -, o Tricolor deixa a desejar no ponto principal: bola na rede. Com apenas dois gols marcados (um deles de pênalti), tem o pior ataque do Campeonato Paranaense, ao lado do Atlético. Uma condição preocupante para um grupo que era apontado, pelo próprio treinador, como favorito ao título.

continua após a publicidade

Bastaram duas semanas de competição para o conceito mudar. As três derrotas seguidas, sem marcar um gol sequer, relegaram o Paraná a um preocupante décimo lugar. Um quadro que acaba sendo potencializado pela fórmula da competição, de ‘tiro curto’ e sem muito tempo para planejar a reação. Restam apenas sete rodadas e o Tricolor já está a sete pontos do líder. É verdade que a distância para a área de classificação é de apenas um ponto, mas o desempenho geral é muito inferior ao projetado pelo próprio Milton Mendes, durante a pré-temporada.

Só para se ter uma ideia do ‘déficit’ atual do Paraná, mesmo que vencesse todos os sete jogos que tem pela frente, o time de Milton Mendes não atingiria a pontuação de Coritiba e Atlético no ano passado. No primeiro turno da disputa, o Cori ficou com o ‘título’ computando 27 pontos. O Rubro-Negro, no returno, fez 26. Diante da nova fórmula – a disputa é em turno único -, o foco, hoje, é buscar a classificação, independente de posição. Mesmo assim, para não passar vexame, o Tricolor teria que vencer mais quatro jogos para não correr riscos de não avançar à segunda fase.

Para o jogo de domingo, em Ponta Grossa, Milton Mendes ainda não sabe se poderá contar com o lateral-direito Toty. O jogador sofreu uma entorse de tornozelo e segue em tratamento intensivo, devendo ser reavaliado pelos médicos amanhã. O volante Ricardo Conceição, que se recupera de uma lesão muscular, dificilmente será liberado para encarar o Fantasma.

continua após a publicidade