Alemão comemorou com todos da equipe Ferrari.

Lancepress – O alemão Michael Schumacher é pentacampeão mundial de F-1. Ele venceu ontem o GP da França, disputado no autódromo de Magny-Cours e não pode mais ser alcançado por ninguém, mesmo faltando ainda seis etapas para o fim da temporada. Em segundo chegou o finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, que poderia ter adiado o título do alemão mas saiu da pista quando estava em primeiro a quatro voltas do final, dando o título de bandeja para Schumi. Completou o pódio o escocês David Coulthard, também da McLaren.

O colombiano Juan Pablo Montoya, pole position, enfrentou problemas com seu Williams e chegou apenas em quarto. Ralf Schumacher e Jenson Button completaram a zona de pontuação.

Rubens Barrichello, com problemas para fazer seu motor funcionar, sequer conseguiu largar, após ter ficado parado na volta de apresentação com o carro suspenso pelos cavaletes.

Recordes

A vitória de Schumacher na França determinou um novo recorde para a categoria. Ele conquistou o título mundial na 11.ª etapa do campeonato, faltando seis provas para o fim, quebrando o recorde do inglês Nigel Mansell, que em 92 também conquistou o Mundial na 11.ª etapa, só que naquele tempo a temporada tinha apenas 16 corridas.

Após a vitória em Magny-Cours, a nona dele nesta temporada, Schumacher chegou aos 96 pontos, contra 34 de Montoya, o segundo. Uma diferença esmagadora. Para completar, esta é a 61ª vitória do alemão.

Além de ter se igualado ao argentino Juan Manuel Fangio em número de títulos, o pentacampeão Michael Schumacher superou outra marca ontem. Ele quebrou o recorde de pontuações seguidas, que pertencia ao também argentino Carlos Reutmann, que entre 1980 e 1981 pontou por 15 GPs seguidos. Esta é a 16ª pontuação seguida do alemão, que não sabe o que é abandonar uma prova desde a corrida da Hungria do ano passado.

Rubinho sai mandando banana para mecânicos

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– O brasileiro Rubens Barrichello, da Ferrari, nem quis saber de conversa. Ele não conseguiu sequer largar para o GP da França, pois o motor de sua F2002 não conseguiu ser acionado pelos mecânicos. Eles ainda tentaram uma última tentativa depois que os demais carros saíram para a volta de apresentação, mas não houve jeito e Rubinho abandonou.

Desapontado, Rubens Barrichello deixou o autódromo e já estava de malas prontas para retornar ao Brasil. Mas decidiu voltar ao local da prova quando soube que o companheiro Michael Shumacher havia conquistado o pentacampeonato mundial. “Estava no avião, pronto para decolar, quando me informaram da vitória de Michael. Senti que precisava voltar para a pista, porque somos uma família e temos que nos manter unidos, no melhor e no pior”, disse o brasileiro.

Rubinho não se conformou por não ter conseguido largar. “Saí irritado do carro e perguntei a todos o que está acontecendo, mas ninguém sabe responder. Desta vez, o carro não pegou. Tentei ainda antes da largada fazer todo o procedimento novamente, para ter certeza de que os botões estavam funcionando, mas nada deu certo”, esbravejou.

Rubens mandou uma banana para seus mecânicos, fato que preocupou alguns assessores da equipe, temendo uma punição para o brasileiro pela postura.

Schumacher agradece Ferrari

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– O alemão Michael Schumacher ficou emocionado após a vitória na França que lhe garantiu o pentacampeonato de F-1. Durante a entrevista coletiva, ele quase chorou e agradeceu muito à equipe Ferrari, que conquistou com ele o primeiro tricampeonato de pilotos da história. “Não costumo ser bom com as palavras nestes momentos… Só posso dizer que esta equipe é perfeita, eu adoro a todos eles, que são pessoas incríveis. Não vou citar nomes, porque corro o risco de esquecer alguém…”, declarou o alemão.

Schumacher também lembrou das dificuldades durante a corrida. “No início, imaginei que fosse disputar com Rubens e Montoya, mas aos poucos eles foram caindo e quando vi a disputa seria contra Raikkonen, que fez uma grande corrida. O erro dele no final foi fruto da minha pressão, o que pode acontecer com quem está começando. E eu ainda fui punido… Enfim, foi uma das provas mais difíceis da minha carreira”, finalizou.

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