Bem, digamos que “esquadra alemã ameaça austríacos na Turquia” é um certo exagero. Para chamar a atenção, mesmo. Porque a F-1 anda meio sem notícias, ultimamente. E, aí, só forçando a barra.

“Esquadra alemã” são os carros equipados com motores Mercedes. “Austríacos” é a turma da Red Bull, que está inscrita no Mundial pela Áustria, país de nascença da fábrica de energéticos. “Turquia” é Turquia, mesmo.

Belicismo à parte, exagero perdoado, até que a esquadra alemã fez bonito ontem nos primeiros treinos livres para o GP da Turquia, o primeiro da temporada europeia do campeonato – embora o circuito de Istambul fique do lado asiático da única cidade do mundo que tem parte num continente e parte noutra.

Os seis carros que usam motores Mercedes ficaram entre os dez primeiros na sessão da tarde, que foi realizada com pista seca. De manhã, uma rara chuva pelas bandas de Constantinopla molhou a pista que pode receber a F-1 pela última vez.

É que o contrato com Bernie Ecclestone de US$ 13 milhões anuais, termina agora. E ele quer o dobro para renovar. Voltando ao treino molhado, os tempos não foram significativos, porque a previsão é de tempo firme hoje e amanhã.

Serviu, a sessão matinal, para tirar o líder Sebastian Vettel. O alemão da Red Bull escorregou e bateu forte. Não se machucou, mas a equipe não conseguiu recuperar o carro para o resto do treino. Assim, o caminho ficou aberto para a McLaren, que ficou com o primeiro e o terceiro tempos do dia – respectivamente com Jenson Button e Lewis Hamilton.

Em segundo e quarto, mais dois carros prateados, da Mercedes – Nico Rosberg em segundo e Michael Schumacher em quarto. Os outros dois Mercedes foram os da Force India, com o ótimo estreante Paul di Resta em oitavo e Adrian Sutil em nono.

Os intrusos no ataque tedesco foram Mark Webber em quinto, Felipe Massa em sexto, Vitaly Petrov em sétimo e Sergio Pérez em nono, entre os “top ten”. A briga pela pole é hoje, a partir das 8h de Brasília.