Fukuoka – O Brasil faz contra a Alemanha, amanhã, às 3h (de Brasília), em Fukuoka no Japão, o seu último confronto da fase de classificação do Mundial Masculino de Vôlei.

Pelo menos três jogadores da seleção, comandada pelo técnico Bernardinho – os irmãos Gustavo e Murilo Endres e André Heller -, vão esquecer as origens para defender as cores brasileiras na partida.

?Eu cresci ouvindo alemão. Estudei quatro anos em um colégio que ensinava alemão, mas como não pratiquei, esqueci tudo?, contou o meio-de-rede André Heller, que é neto de alemães. ?Mas em um campeonato mundial temos de entrar para matar, independentemente da nacionalidade do adversário?.

As raízes germânicas do também meio-de-rede Gustavo e do ponta Murilo são mais antigas. ?Minha família veio para o Brasil há mais de 100 anos?, revelou Gustavo. ?Eu admiro a Alemanha por ter conseguido se reerguer depois da guerra (2ª Guerra Mundial), mas não tenho relação afetiva com o país. E no dia do jogo vou estar com raiva deles porque precisamos ganhar?, completou.

Enquanto isso, o técnico Bernardinho vê semelhanças entre as seleções da Alemanha e da Grécia, que o Brasil já enfrentou neste mundial e venceu. ?É um time que saca forte e também é alto. Por isso baseia seu jogo no saque e no bloqueio?, afirmou.

Duelo

Irã e Estados Unidos vivem em conflito no campo da política internacional há décadas. O vôlei, no entanto, conseguiu, pelo menos no discurso, algo que os melhores diplomatas ainda sonham: fazer os dois lados concordarem com alguma coisa. Os jogadores iranianos e norte-americanos querem deixar a política de lado e trocar um sincero aperto de mãos antes do jogo previsto para as 5h de amanhã (horário de Brasília), em Nagano