No primeiro dia de competição no Pipe Masters, a última etapa do Circuito Mundial de Surfe, Gabriel Medina já sentiu que terá o apoio da torcida na disputa pelo título mundial. Ele presenciou várias bandeiras do Brasil nas areias de Pipeline, camisas da seleção e gritos para ele. “É muito bom isso, nunca tinha visto essa quantidade de brasileiros aqui. Essa torcida dá uma força a mais”, disse.

Charles, pai e treinador do surfista, acha que os locais também têm um carinho especial pelo garoto de Maresias. “Os havaianos sempre trataram bem o Gabriel. Até os mais black trunks são bonzinhos com ele, não sei se pelo jeito sereno e calmo dele. Em todo lugar tem um apoio. Alguns deles já chegaram para o Gabriel e deram toques dentro da água de como ir nas ondas. Parece até que eles estão torcendo para o menino”, afirmou.

O calor da massa emocionou a dupla após a vitória de sexta-feira na bateria contra o australiano Dion Atkinson e o local Reef McIntosh. “Os havaianos estão a favor da gente também, isso é muito legal, e só temos de agradecer ao povo daqui. Dá para sentir isso”, explicou Charles, que garante que vai manter o planejamento para a etapa, mesmo vendo o título se aproximar.

“A gente está blindado, então nada vai acabar atrapalhando. O Gabriel tem uma frieza e sabe levar isso. O forte dele é esse. E outra coisa é que a gente não ganhou nada. O resultado de vencer na primeira fase não muda nada, porque terminar em 13º ou 25º não faz diferença, pois não mudamos a pontuação. Conforme formos passando será a mesma blindagem e só vamos nos dar por satisfeitos quando vier o título”, concluiu.