Após um início de temporada no mínimo discreto, Márcio Diogo deu a volta por cima e se firmou como titular absoluto do Paraná. Ele, porém, não marca gols há sete jogos. Um quadro que não o incomoda. “Sempre frisei que não sou um goleador. Meço a minha atuação pelas assistências ou participação em lances de gol”, disse Márcio Diogo. Por isso, o jogador ficou satisfeito com sua produção frente ao Paranavaí.
“Participei diretamente dos gols e acho que tive boa movimentação. Se colocar um companheiro na cara do gol, fico tão feliz como se tivesse marcado”. Márcio Diogo, com a camisa tricolor, só balançou as redes três vezes: na vitória sobre o Coritiba (1×0) e na goleada sobre o Cerâmica-RS (6×1), quando fez dois. “O nosso time está num bom momento. É uma pena que pelo regulamento, ficamos distantes da briga no Estadual. Por isso, esse jogo vale tanto pra gente. Temos que buscar a classificação na Copa do Brasil”.
Como o Paraná deve adotar inicialmente uma postura sólida de marcação, o papel de Márcio Diogo será decisivo para “desafogar” a defesa e garantir velocidade nos contragolpes. “Vejo a equipe ainda em evolução. É muito difícil a montagem de um novo time. Mas, é só ver o que aconteceu no último jogo, onde as tabelas saíram com maior frequência e qualidade”, analisou. E, precisão nas tabelas e nas finalizações é o que o Tricolor mais precisa hoje, para seguir na Copa do Brasil.
Caso o placar do primeiro jogo se repita (1×1), a decisão será nas penalidades máximas. E aí, entraria em cena o goleiro Juninho, que após defender três pênaltis seguidos – contra Sport, Toledo e Coritiba -virou ídolo da galera paranista. O camisa 1, porém, espera não ser exigido a esse ponto. A meta é garantir classificação nos 90 minutos, com uma vitória ou num empate a partir de dois gols. O zero a zero dá a vaga ao Sport.


