O ex-presidente do Flamengo Márcio Braga também vai entrar na disputa pela presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele disse que tentará na Justiça Comum fazer valer o texto da Lei Pelé que dá direito a voto na eleição da entidade a todos os clubes filiados. Braga contou que várias ações na Justiça, em todo Brasil, devem ser impetradas hoje para tentar suspender a eleição, até que a CBF se adapte à Lei Pelé.

“Do jeito que está, é como se fosse um rolo compressor. É uma fórmula eleitoral viciada, que tem de ser alterada para cumprir a Lei”, disse Braga, referindo-se ao texto do edital de convocação da eleição, marcada para quarta-feira, que indica como votantes apenas as 27 federações estaduais de futebol e 24 clubes, supostamente os da série A do campeonato brasileiro.

Braga, de 67 anos, não inscreveu sua chapa até o dia 4, conforme determinação do edital, porque acredita numa decisão judicial que represente uma reviravolta na eleição. Ele foi presidente do Flamengo quatro vezes e afirma que as últimas gestões da CBF levaram o futebol brasileiro a um processo de falência. “As entidades enriqueceram, assim como seus dirigentes, e os clubes empobreceram.” Para o ex-presidente do Flamengo, a CBF “impôs o futebol de negócios”, “com interesses pessoais acima de tudo”.

O candidato formal de oposição à reeleição de Ricardo Teixeira o advogado Carlos Alberto Oliveira, também vai brigar na Justiça pela mudança de regras na eleição “para atender a Lei Pelé”.

O ex-senador Geraldo Althoff, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou denúncias de irregularidades na CBF durante dois anos, disse que o comando do futebol do País está sendo regido pela “falta de ética e de moralidade.”