Marcelo Veiga é a bola da vez no Paraná Clube

Marcelo Veiga é “o cara”. Ao menos seu nome surge como o preferido na bolsa de apostas. Evasivos, os dirigentes preferiram não confirmar a transação, limitando-se a afirmar que apenas hoje anunciarão o substituto de Sérgio Soares.

O Paraná Clube não poderia “bater o martelo” estando o treinador ainda vinculado a outro clube. Veiga comandou o Bragantino ontem à noite (no jogo contra o Guarani, em Bragança Paulista) e hoje é aguardado na Vila Capanema.

Há duas temporadas no clube paulista, chega com o desafio de ainda levar o Tricolor ao G4. Alguns aspectos pesaram nessa escolha por Marcelo Veiga. Com um perfil enérgico, tem condições de manter o nível de cobrança sobre o elenco paranista.

Mais do que isso: já trabalhou com alguns jogadores do atual grupo e tem amplo conhecimento da dinâmica da Série B. Nas duas últimas temporadas, ele comandou o Bragantino, sendo que no ano passado chegou em 7.º lugar, com aproveitamento de 50%. Repete a dose este ano, tendo conseguido rendimento idêntico após 22 rodadas disputadas.

Lateral-esquerdo do Santos no início dos anos 90, Marcelo Veiga começou a carreira de técnico em 1999, no Lemense-SP. Nesses dez anos, fixou-se basicamente no mercado paulista, sendo que por quatro temporadas dirigiu o Bragantino (em duas passagens distintas).

Fora desse centro, atuou apenas no Itumbiara-GO e no América-RN, onde teve uma passagem frustrante na temporada 2007. Na disputa da Série A, comandou o time potiguar em treze rodadas, conquistando somente  duas vitórias, curiosamente sobre dois representantes paranaenses: Paraná (1×0, em Curitiba) e Atlético (2×1, em Natal).

Marcelo Veiga, nome preferido do diretor de futebol Paulo Welter, transformou-se em consenso após alguns dias de contatos e sondagens. Uma lista extensa, mas que aos poucos foi sendo “enxugada” com alguns vetos e desistências (como a de Roberval Davino, que acertou com o Metropolitano-SC).

Outro sinal de que a negociação – confirmada pelo procurador do técnico, o jornalista Olivério Júnior – é oficial está no fato de o Tricolor não trabalhar um plano B. Outros nomes, como os de Pintado, Lula Pereira e Luiz Carlos Barbieri foram oficialmente descartados pelo presidente Aurival Correia.

O novo treinador terá pela frente uma sequência de muitos jogos e pouco tempo para trabalhar. O Paraná faz três jogos em nove dias. Depois do Vasco – sexta, no Rio -, o Tricolor recebe o Juventude, terça. Na próxima semana, o jogo será em Fortaleza, sábado (19/9), diante do Ceará.

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