A Prefeitura de Curitiba, em parceria com a Unimed Curitiba, promove no próximo domingo a 12.ª edição da Maratona de Curitiba, que será uma das provas mais competitivas da história da maratona. A mudança de percurso, que ficou mais plano, e a presença de quenianos tornarão a competição mais acirrada.

“A previsão é que a prova deste ano seja mais disputada e há a possibilidade de ocorrer quebra de recorde”, avalia o secretário municipal do Esporte e Lazer, Neivo Beraldin.

Atualmente, o recorde feminino da maratona é de Marizete de Paula, com 2h42min26s, estabelecido em 2001. O recorde masculino é de 2004, de José Ferreira, com 2h17min57s.

Estão confirmadas no pelotão de elite as presenças das quenianas Jacqueline Chebor e Lydia Jerotich e os quenianos Charles Korir, Julius Kipkogei Businei, Mikah Kipserem e Nahashon Gitau Mhaniki.

Entre os brasileiros, estarão Mauro Teixeira Pinto, Adriano Bastos e Undemberg Gomes Nunes e as atletas Rosa Barbosa e Iida Alves dos Santos.

“Todos ganharam ou estiveram entre primeiros colocados em provas no Brasil, neste ano”, ressalta Beraldin.

O secretário considera que a organização e a premiação da maratona são dois pontos que estão atraindo atletas estrangeiros.

“A Maratona de Curitiba é a que premia o maior número de atletas”, afirma. Entregará R$ 132.940,00 aos vencedores.

A prefeitura de Curitiba premiará cerca de duzentos atletas, em treze categorias masculinas e doze femininas. Não haverá premiação em dinheiro aos atletas da caminhada.

Cada um dos vencedores gerais da maratona, das categorias masculina e feminina, receberá R$ 12 mil e troféu.

Os segundos colocados, nas duas categorias, ganharão R$ 6 mil e os terceiros classificados receberão R$ 4 mil, além de troféus.

A prefeitura premiará os vencedores gerais até a sexta colocação. Haverá premiações também por idade e para cadeirantes e atletas portadores de deficiência.

Trajeto

Neste ano, a maratonatem novo trajeto e passará por 23 bairros da cidade. O percurso da 12.ª edição da corrida está mais plano, o que deixará a prova mais rápida e competitiva.

“Até o ano passado, a Maratona de Curitiba era uma prova que exigia muito dos atletas. por causa de grandes trechos em subida”, diz o secretário municipal do Esporte e Lazer, Neivo Beraldin.

Uma das mudanças principais é a retirada de grandes subidas, como as que existiam nos trechos do Alto da Rua XV e perto do Jardim Botânico.

A corrida também passará por ruas com curvas, quebrando a monotonia de longos trechos de reta. Para amenizar o desgaste dos atletas, a maratona passará por um número maior de ruas arborizadas, diminuindo a incidência solar sobre os corredores. As mudanças não afetarão os trajetos das corridas de 10 quilômetros e a caminhada de 5 quilômetros.

Segurança

O secretário municipal do Esporte e Lazer, Neivo Beraldin, afirma que, para dar suporte aos atletas, a prefeitura terá um profissional de apoio para cada três corredores. “Nenhuma maratona no Brasil tem o sistema de segurança e de apoio como a Maratona de Curitiba”, afirma.

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, que organiza a maratona, reuniu um efetivo com 650 guardas municipais, policiais militares e agentes de trânsito. Eles participarão da segurança e cuidarão do transito. Também haverá um grupo de 460 voluntários, como escoteiros.

Sete postos e dois ambulatórios garantiria o atendimento médico aos atletas da Maratona de Curitiba. A prefeitura colocará no percurso das provas dez médicos, 47 enfermeiros e auxiliares de enfermagem, doze ambulâncias, três carros de apoio e um helicóptero de socorro.

Al&eac,ute;m destes profissionais, três hospitais reservarão vagas para o atendimento de emergência a atletas da maratona. Na parte de fisioterapia, a prefeitura, a Pontifícia Universidade Católica e a Faculdade Dom Bosco trabalharão com 70 profissionais em parceria para dar apoio aos atletas. Neste ano, a Maratona de Curitiba conta com a parceria da Unimed e da Eurocar.