Mano Menezes confirmou a saída do Corinthians neste sábado, após o último jogo da equipe neste Campeonato Brasileiro. O técnico tinha contrato somente até o fim do mês e não vai renovar o vínculo por decisão da atual diretoria, que tem mandato somente até fevereiro do próximo ano. Mário Gobbi, atual mandatário, indicou que desejava a permanência do treinador, mas os candidatos a substituí-lo revelaram preferência por outros técnicos.

“Sou razoavelmente inteligente para saber quando não me querem no clube. Falo isso sem mágoas. Talvez não fizeram isso antes porque podiam imaginar que o time não iria se classificar para a Copa Libertadores”, declarou o treinador, após a vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma, no Itaquerão.

O resultado não evitou que o time terminasse na quarta colocação da tabela, que exige a disputa da fase preliminar na Copa Libertadores. O Internacional ficou com o terceiro lugar porque venceu o Figueirense, de virada, em Florianópolis, com gol nos acréscimos.

“Estou com a consciência muito tranquila. Fizemos algo importante para o Corinthians: recuperamos alguns jogadores importante durante a temporada, lançamos alguns jogadores jovens e promissores, voltamos a ter confiança no final”, enumerou Mano, ao fazer breve avaliação sobre seu desempenho na equipe neste ano.

O técnico deu especial destaque à classificação para a Libertadores. “Estamos na Libertadores. No ano passado, tínhamos uma equipe com uma força muita maior e o Corinthians chegou aos 50 pontos no Brasileiro e não foi à Libertadores. Hoje a gente devolve o time com 69 pontos e com a quarta vaga na competição. Baseado nisso eu vou para minha casa com a consciência bem tranquila”, comparou.

Mano afirmou que tinha a preferência do presidente Mário Gobbi para renovar o contrato. Mas não do agrado dos candidatos à eleição do próximo ano, principalmente de Roberto de Andrade, candidato da situação – a oposição também indicou preferir a volta de Tite recentemente.

“As pessoas têm o direto de pensarem desta forma. Da mesma forma que Gobbi tem a preferência por mim, outras pessoas têm o direto de ter essa preferência por outros profissionais. Isso nunca me incomodou”, disse Mano.

Apesar disso, o treinador reclamou de “trairagem” por parte de nomes de peso na diretoria, mas sem revelar a identidade. “O que foge da normalidade é você dizer num lugar que você quer [o técnico] e em outro momento dizer que não quer. Para mim, é só isso que está fora dos conformes e o que a gente considera uma trairagem”, declarou.

Quanto ao futuro, Mano negou boatos de que poderia substituir Dorival Júnior no rival Palmeiras em 2015. “Estas questões, que até desrespeitam o Dorival, como eu li nessa semana, não passam de boato. Não têm fundamento nenhum”, descartou Mano. “Eu não tenho nenhuma negociação [em andamento].”

O treinador afirmou que pretende passar os próximos meses afastado do futebol brasileiro. Ele revelou que recebeu sondagens para atuar fora do País. “Vou decidir na próxima semana o que vou fazer. Minha ideia para os próximos meses é não dirigir uma equipe brasileira. Tenho algumas sondagens e posso dirigir um clube fora do Brasil. Se isso não acontecer, vou estudar as oportunidades que poderei ter”, ressaltou.