O técnico Mano Menezes elogiou a postura da seleção brasileira na partida contra os Estados Unidos, derrotados por 4 a 1 na noite da última quarta-feira, no amistoso disputado em Washington, mas ele acha que os jogadores precisam ter um pouco mais de malícia nos próximos confrontos. O Brasil voltará a campo no domingo, às 16 horas (de Brasília), quando enfrentará o México, em Dallas.

“Eu pedi aos nossos jogadores que não entrassem na provocação. O futebol brasileiro precisa aprender a conviver com ela, porque a gente sempre sai perdendo com isso. Tem que suportar e saber tirar proveito de nossa qualidade técnica”, disse Mano, se referindo ao fato de que os brasileiros se irritaram com algumas faltas – Marcelo, por exemplo, chegou a chutar a bola em um jogador norte-americano já caído e ainda revidou com um “coice” uma falta dura sofrida no campo de defesa brasileiro.

Para ele, o Brasil já melhorou seu desempenho diante dos norte-americanos em relação à partida contra a Dinamarca, no sábado, quando venceram por 3 a 1, em Hamburgo, na Alemanha, mas acha que a seleção precisa seguir evoluindo, até porque exibiu falhas de marcação nas bolas aéreas e foi beneficiada por grandes defesas do goleiro Rafael. “A gente precisa crescer um pouco a cada jogo”, afirmou, para depois completar: “Vamos aprendendo, corrigindo e melhorando”.

Para a próxima partida, contra o México, no domingo, ele sinalizou que poderá fazer mudanças no time e prevê um confronto complicado. “Alguns jogadores tiveram um desgaste maior pela sequência de partidas e isso pode abrir oportunidades para alguns atletas. Mas não quero perder a base da equipe, pois vamos ter um jogo muito duro, como tivemos recentemente contra eles. O México é uma seleção madura, experiente, e o Brasil ainda corre riscos de oscilação. Temos de estar preparados para isso”, concluiu.

Mas, independentemente do time que levar a campo no domingo, o fato é que Mano passou a exibir um semblante menos pesado e exibiu alívio por ter conquistado mais uma vitória com atuação convincente da seleção dentro de campo. E o treinador festejou o fato de que a mescla entre jogadores mais jovens e outros mais experientes ter triunfado diante dos norte-americanos.

“Sabíamos que em determinado momento, e o momento era esse, a gente poderia mesclar jogadores um pouco mais rodados com outros mais jovens. A gente mesclou, tentando equilibrar os setores, e a resposta foi muito boa. É possível sentir isso no semblante dos jogadores, pela alegria de saber que estão conseguindo fazer o melhor”, ressaltou o comandante.