O empate por 0 a 0 diante do Atlético-MG, em Brasília, no domingo, foi a despedida melancólica de uma temporada para ser esquecida pelo torcedor do Botafogo. A queda para a Série B do Campeonato Brasileiro foi o resultado de um ano repleto de crises extracampo, escolhas ruins da diretoria e mau futebol dentro das quatro linhas. Mas nada disso parece afastar o desejo do técnico Vágner Mancini de permanecer no clube em 2015.

“Seria fechar um ciclo vitorioso no clube. Na minha forma de enxergar, pelo que leio e ouço nas ruas, todo mundo entendeu que a culpa maior não foi nossa, de treinador e atletas. Claro que existe uma parcela de culpa e óbvio que nos sentimos chateados por ver uma grande equipe cair. Mas eu, vivendo o dia a dia, sei por que o Botafogo caiu”, afirmou.

Foram meses de salários atrasados, que, aliados à demissão de quatro titulares (Edilson, Bolívar, Julio Cesar e Emerson), foram fator preponderante para o rebaixamento botafoguense. Mancini sabe disso e avaliou os acontecimentos como a representação da “falência” do clube.

“Muita gente que está de fora não sabe o que nós vivemos ao longo dos últimos sete meses. Agora, é o ciclo natural do Botafogo. Foi um clube que, entre aspas, chegou à falência no futebol e que vai ter que se organizar para entrar forte na Série B e voltar em 2016 com as mesmas chances de título dos outros 11 gigantes do nosso futebol”, avaliou.