O presidente do Conselho Administrativo do Atlético, Marcos Malucelli, em carta divulgada no site oficial do clube, desabafou em relação às críticas que vem recebendo e disse “que tudo não passa de um jogo de inverdades”.

Malucelli reiterou que nos últimos dias o foco foi trabalhar buscando a reação do time no Brasileirão e o encaminhamento da questão das obras na Arena para a Copa das Confederações/2013 e a Copa/2014. O dirigente, no fim da entrevista, fez duras críticas aos ataques conduzidos pelo ex-presidente Mário Celso Petraglia.

Gestão

Sobre as duras críticas e ataques que sua gestão vem recebendo, o presidente disse que o Atlético não está abandonado e também fez críticas aos internautas de plantão que o cutucam pelas redes sociais. “Faz-se necessário, menos do que esclarecer, tomar uma posição frente à histeria instalada dando a entender aos mais incautos que a situação do Atlético é de abandono e de incompetência administrativa. Não é, embora assim o divulguem os tais paladinos da moral e dos bons costumes, o que acaba repercutindo nas famigeradas redes sociais”, ressaltou.

Presidência

O dirigente lembrou da época que assumiu o departamento de futebol, em 2008, a pedido do ex-presidente Mário Celso Petraglia, hoje opositor da atual diretoria. “Contrariando toda e qualquer expectativa o Atlético foi superando obstáculos e se manteve na primeira divisão, o que também ocorrerá neste ano de 2011, restando ainda 29 rodadas no Brasileiro, porque temos elenco, comissão técnica competente, infraestrutura, torcida aguerrida, suficientes para manter o clube na elite do futebol nacional”, relatou.

Malucelli disse que sua gestão ajudou a melhorar a imagem do Atlético e lembrou que pegou o clube em crise, técnica e financeira. “A atual diretoria conseguiu praticamente dobrar o número de associados, fechou contratos de patrocínios muito vantajosos e sem as comissões até então costumeiras, negociou novas e melhores cotas de direitos de transmissão de jogos e, enfim, promoveu de forma democrática a retomada do crescimento do clube, sem jamais vincular esse desempenho a qualquer dirigente especifico e, importante, sem qualquer objetivo político ou de continuísmo à frente do clube, por entender como edificante a alternância no poder”, argumentou.

Allan Costa Pinto

Copa do Mundo

O presidente atleticano divulgou que chegou a um consenso com a Prefeitura e o Governo do Estado em relação às verbas para terminar a Arena da Baixada visando à Copa do Mundo de 2014. “A Copa do Mundo é outro assunto que vem sendo conduzido com extrema responsabilidade pela atual gestão. Numa ação inédita e elogiada por todos (pasmem, até pelo desertor/opositor, em Assembleia do Conselho Deliberativo realizada em 31 de maio último), chegamos a um consenso financeiro viabilizando a conclusão da Arena seguindo todas as especificações do Caderno de Encargos da FIFA, com a participação do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, tudo dentro do permitido pela legislação brasileira, sem onerar e desestruturar financeiramente o clube, coisa que não seria inteligente por mais ufanismo que uma Copa possa provocar nos torcedores brasileiros e nos atleticanos em especial”.

Petraglia

No fim da carta, Malucelli rebateu as acusações de Petraglia, a quem não citou o nome. “Não posso admitir que sujeitos de caráter duvidoso venham apresentar críticas destrutivas e infundadas ao trabalho do conselho administrativo do Atlético. Por óbvio e formação democrática, ademais já demonstrada ao longo destes dois anos e meio de exercício de meu mandato, é evidente que aceito críticas, mas n,o sentido lato do termo e com força argumentativa, inédita, não construções marcadas por lugares comuns e vulgaridades própria da falta de construção do pensamento.

É estranho que, com o clube em ótima saúde financeira, com a questão Copa do Mundo bem encaminha, inclusive com propostas de construtoras interessadas na reforma da Arena já apresentadas e que serão submetidas ainda neste mês à apreciação do Conselho Deliberativo, surjam promessas messiânicas vindas de um ex-presidente, tentando seduzir conselheiros e sócios com a mais barata das propostas, embora ao menos em uma oportunidade tenha essa mesma pessoa manifestado publicamente o seu interesse meramente patrimonial na realização da Copa 2014.

Allan Costa Pinto

E mais, se na própria gestão do referido ex-dirigente (do qual me abstenho de citar o nome por absoluta evidência e para manter minha posição decente) o Atlético passou por dificuldades em campo, com iminentes riscos de rebaixamento, seria o momento no futebol um estopim para tamanha mobilização atualmente?

O que há por trás dessa iniciativa de tumultuar a atual gestão, inclusive aliando-se a tradicionais inimigos aos quais sempre acusou, uns, de criminosos e outros, de falacianos?

O tipo de homem aventureiro que sustenta uma retórica messiânica e, sobretudo, autoritária, é próprio do indivíduo sem qualidade que se aproxima do homem desesperado, que sequer consegue falar em nome próprio, responsabilizando “netos” como demandantes de uma tomada de posição, que faz conchavos e se acerca de aduladores conduzidos pelo fascínio que o paranóico exerce sobre algumas pessoas necessitadas de um líder, seja lá de que estirpe for”.

Sem renúncia

Para finalizar, Malucelli disse que o grupo irá se recuperar no Brasileirão e que não irá renunciar ao cargo de presidente. “Encerro me referindo, uma vez mais, ao que realmente importa: temos absoluta convicção de que as medidas já adotadas no departamento de futebol, além de outras que estamos tomando e avaliando diariamente, trarão efeitos benéficos ao nosso grupo de jogadores, a tempo de apresentarmos uma boa campanha ainda em 2011.

Com a nação atleticana assumo o compromisso: não vou desistir do Atlético, não irei abandonar o clube diante de um momento de dificuldade. Pelo contrário, o desafio atual me estimula, juntamente com meus companheiros de Diretoria, a querer trabalhar ainda mais. Temos 29 rodadas no Campeonato Brasileiro, 87 pontos em disputa. Não é da tradição do clube desistir antecipadamente e a história de raça, vontade, superação estimula a todos dentro do clube a lutar, dentro e fora das quatro linhas.

Tenham todos a certeza de que o Atlético não está à deriva. Tem um presidente que está atento a todas as vicissitudes e que tem o controle da situação, exercendo seu mandato com autoridade, sem precisar de autoritarismo.

Precisamos, isto sim, da união dos atleticanos do bem!”