Com frases curtas e quase sempre muito direto ao responder às perguntas dos jornalistas na entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira em Campana (ARG), onde a seleção brasileira se prepara para encarar o Paraguai, neste domingo, pelas quartas de final da Copa América, Maicon falou que pretende dar início a uma nova fase como titular de sua posição vestindo a camisa amarela.

Antes reserva de Daniel Alves sob o comando de Mano Menezes depois de se firmar como titular absoluto quando Dunga foi comandante da seleção, ele começou a reconquistar o seu lugar no time de forma efetiva na última quarta, quando brilhou na vitória por 4 a 2 sobre o Equador.

“Independentemente de você sair jogando ou não, é sempre bom estar na seleção brasileira, pois ela te dá muitas coisas em dimensão de clube… A era Dunga foi muito boa para mim e espero que a era Mano Menezes também seja. Estou aqui pronto para dar meu máximo e buscar a titularidade”, enfatizou.

Maicon também se negou a fazer comparações com laterais consagrados de outras gerações da seleção brasileira ao ser questionado sobre as trajetórias vitoriosas de Jorginho e Cafu em sua posição. Ele disse que pensa apenas no presente, que é o de uma disputa que considera sadia com Daniel Alves pela lateral direita. “Cafu e Jorginho são jogadores que fizeram parte do grupo da seleção. Agora cabe a mim e ao Daniel fazer parte dessa história de bons laterais da seleção. Estamos fazendo parte agora e não sou eu quem vai fazer comparação entre nós e esses jogadores”, disse.

Já ao falar sobre o jogo de domingo, contra o Paraguai, Maicon fez um alerta com a condição de quem é um dos jogadores mais experientes do atual grupo da seleção na Copa América. “A camisa não ganha jogo não. Se você não fizer o seu trabalho a 100% você não vai conseguir o seu êxito. A gente tem que esquecer a camisa e jogar”, ressaltou.

E Maicon garantiu que não se assustou com o fato de Mano Menezes ter optado por começar uma nova era na seleção promovendo Daniel Alves como um novo titular. Ele lembrou também que precisava de descanso após a Copa do Mundo de 2010, fato que abriu o caminho para o jogador do Barcelona sair na frente nesta briga interna pela posição. “Não me surpreendeu nada, até porque cada treinador tem sua filosofia e sua experiência. Respeito o professor Mano, cada um conhece os seus jogadores e opta por aquele que esteja melhor”, opinou.