O técnico do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo, falou sábado à noite pela primeira vez sobre a condenação de cinco anos e três meses de prisão, em regime semi-aberto, decretada pela juíza da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, Valéria Caldi Magalhães, por omissão de informação ou prestação de declaração falsa às autoridades fazendárias.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, após a derrota por 1 a 0 do time mineiro para o Figueirense, em Florianópolis, Luxemburgo informou que seus advogados entrarão hoje com recurso contra a decisão.

Dizendo-se “tranqüilo”, e salientando sempre que a decisão cabe recurso, o treinador reclamou do “estardalhaço” provocado pela notícia de sua condenação, em primeira instância. “As pessoas criam estardalhaço achando que já é em última instância, que eu já vou ser preso, quando não tem nada disso. Eu tenho direito, independente de ser uma pessoa pública, como qualquer cidadão brasileiro, de discutir os meus problemas na Justiça.”

Luxemburgo disse que irá brigar por seus direitos “até o final”. “A única coisa que eu quero é acertar a minha vida. Eu vou acertar a minha vida. Agora eu não tenho de acertar porque as pessoas querem que eu acerte porque eu sou o técnico do Cruzeiro”, ponderou, observando que esse é um “direito inalienável” de qualquer cidadão brasileiro.

O técnico frisou também que o problema judicial não trará nenhum “transtorno” à sua vida profissional e fez questão de tocar no assunto na preleção com os jogadores do Cruzeiro, antes da partida contra o Figueirense. “Isso é um problema meu pessoal e está sendo resolvido pelos meus advogados. Aqui eu sou profissional e isso não vai afetar em nada o nosso trabalho”, disse Luxemburgo aos atletas, segundo seu próprio relato.