O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim, mas não pelos mesmos motivos que o presidente francês Nicolas Sarkozy, que pretende boicotar o evento. A ausência de Lula parece não ter nada a ver com a política repressiva da China no Tibete ou com a suposta ligação do país com o genocídio em Darfur.
Segundo o assessor do governo para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, o não-comparecimento do presidente na cerimônia não se deverá a motivos políticos e não se trata de nada parecido com um boicote, porque quem decide a participação dos atletas nos Jogos é o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Garcia aproveitou para criticar a mistura de assuntos referentes a política e ao esporte, ?sobretudo quando um assunto se sobrepõe ao outro?. ?Não é uma boa combinação?, afirmou Garcia, que não quis opinar sobre a onda de boicotes que atinge esses últimos meses que antecedem os Jogos no país asiático.
?De qualquer maneira, o presidente não iria à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em nenhuma circunstância. E isso não é um problema?, concluiu.