Projetando um futuro de conquistas, o Paraná Clube busca forças em seu passado de glórias. Após convencer Ricardinho a “pendurar as chuteiras” para assumir o comando técnico do time, a diretoria aposta as fichas em outro ídolo do clube para ser o ponto de equilíbrio da equipe dentro de campo. Lúcio Flávio, 33 anos, retorna à Vila Capanema, engajado no projeto de resgate do Tricolor, que luta para voltar às elites estadual e nacional.

A “dobradinha” Ricardinho-Lúcio Flávio coloca lado a lado dois dos melhores jogadores forjados nas categorias de base do clube. “Há muito mais envolvimento nessa negociação do que o simples aspecto financeiro”, disse Lúcio Flávio. “Teve gente que me chamou de maluco por aceitar a proposta. Mas confio no trabalho que está sendo realizado pela diretoria e pela comissão técnica e quero também fazer parte desse projeto”, disse.

Lúcio Flávio optou pelo retorno à Vila Capanema por sentir que neste momento poderá dar uma grande contribuição na disputa da Série B e também na Segundona Paranaense, se necessário. “De que adiantaria eu voltar daqui a alguns anos, já em fim de carreira?”, indagou o jogador. “Estou muito bem fisicamente e pronto para jogar. É nessa condição que espero dar a minha parte pelo retorno desse clube à elite do futebol brasileiro”, emendou.

O meio-campo – que em 2002 chegou a jogar no rival Coritiba – não esconde que o Paraná é seu clube de coração, algo que vem da infância e do período em que deu os primeiros chutes no futsal. Fazendo parte da mesma “escola” de onde veio Ricardinho. “No profissional, atuamos muito pouco. Quando eu subi dos juniores, o Ricardo estava sendo negociado com o futebol francês. Independente[mente] disso, nos conhecemos há mais de vinte anos. Confio no seu trabalho e agora tenho é que trabalhar para garantir um espaço no time”, disse, com humildade.

A mesma cautela não teve o presidente Rubens Bohlen, visivelmente emocionado com o desfecho da negociação e com a presença de bom número de torcedores na apresentação de Lúcio Flávio. “Ele vem para ser o nosso camisa 10. É um jogador de larga experiência e que será aquela peça para dar equilíbrio, liderança ao nosso elenco”, disse Bohlen.