O Paraná Clube vive dias complicados, como a grande maioria dos times do futebol brasileiro, mas o ambiente de trabalho nos treinamentos é agradável. E claro, quando ocorrem cobranças de salários e até mesmo paralisação, o dia a dia fica pesado e os treinos acabam sendo prejudicados e o rendimento na partida pode até ser alterado devido à crise.

No entanto, percebe-se um elenco motivado e unido, pensando no bem de todos. E o principal responsável pela harmonia é o comandante técnico Claudinei Oliveira. O treinador tem dentro do clube uma legião de fãs. Diretores, torcedores e funcionários do Tricolor são só elogios para o profissional. Mas ao lado de Claudinei, sempre está o auxiliar, Luciano Gusso. Como jogador, Luciano começou no Pinheiros, onde foi campeão da Copa Tribuna de Juniores em 1987, chegando à Seleção Paranaense, campeão do Torneio no Japão, um ano depois. Como profissional, foi vice-campeão com o Pinheiros e no mesmo ano campeão paulista com o São Paulo, em 1988.

Luciano parou de jogar profissionalmente em 1996, assumindo no mesmo ano, a função de técnico do extinto Malutrom, hoje J.Malucelli. Passou por equipes do interior e ano passado assumiu a coordenação das categorias de base do Paraná. Com a chegada de Claudinei Oliveira, a amizade e a parceria só aumentaram. “É uma pessoa que confio e conhece muito de futebol. Tem o pensamento parecido com o meu sobre categoria de base e vem sendo fundamental”, disse o treinador paranista.

O “braço direito” de Claudinei é visto em todos os treinos e fica no banco de reservas nas partidas. Nas viagens, Gusso participa das preleções e também orienta atletas de como se comportar nos jogos, passando tranquilidade, confiança ao grupo, especialmente aos mais jovens. “Ele está comprometido com o trabalho e está sempre interessado. Procura estar presente e às vezes, peço para conversar com o jogador. A parceria está dando certo e espero que continue assim por muito tempo”, afirmou Oliveira.

Como trabalhou na categoria de base do Paraná, Luciano tem amplo domínio sobre o assunto e conhece bem os garotos profissionalizados este ano pelo clube. Alisson, Marcos Serrato, Lucas Pará, Gabriel Yan e Leandro Vilela são apostas do auxiliar-técnico e que já estão dando retorno ao Paraná. “O Luciano foi importante para o nosso crescimento e a chegada ao profissional. Ele nos dá um suporte para permanecermos aqui no clube”, ressaltou Marcos Serrato, de 20 anos.

O clima de amizade entre treinador e auxiliar é positivo, que até na hora de falar sobre o peso de Luciano Gusso, Claudinei evita gozações. “Está bem, ficou uma década no regime e agora pode relaxar um pouquinho”, concluiu Oliveira.

Paraná Online no Google Plus

Paraná Online no Facebook