Há um mês e meio sem marcar pelo São Paulo, Lucas reconheceu nesta sexta-feira que suas últimas atuações têm deixado a desejar. Contra o Libertad (PAR), na última quarta-feira, no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, o meia jogou mais aberto pela direita, mas seguiu com dificuldades para armar jogadas e teve pouca participação ofensiva.

“Tive uma queda de rendimento e, por ter estar na seleção (brasileira) isso ficou mais visível, a cobrança é maior”, disse o camisa 7 tricolor. “Mas também não acho que esteja tão mal, e se me cobram é porque tenho talento. Não sou só eu, todos nós do time temos de melhorar.”

Mesmo em baixa, ele garante que vai manter seu estilo ofensivo, com arrancadas e jogadas individuais. “Não posso perder a confiança, minha maior característica é partir para cima, com arrancadas. Não posso perder isso, pois se tocar todas de lado vão dizer que perdi minha qualidade principal. Então não posso parar de tentar, porque uma hora essa fase vai mudar”, acrescentou o meio-campista.

Segundo o próprio jogador, sua queda de rendimento veio desde que marcou o primeiro gol do Brasil na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, em Belém, no duelo realizado no fim de setembro. “Foi o último jogo que me deixou satisfeito, pois joguei no meu estilo.”

E, apesar da boa relação que mantém com o técnico interino Milton Cruz, Lucas lamentou a demissão de Adilson Batista do São Paulo. “Às vezes atrapalha a saída do técnico. Quando ele estava começando a entrosar e fechar o grupo, foi embora. Mas futebol é resultado.”