Auxiliar técnico da Alemanha anfitriã da Copa do Mundo de 2006, Joachim Löw não vê paralelo entre o momento vivido pelo selecionado de seu país naquela oportunidade com o atual do Brasil, país-sede da edição de 2014. Segundo o treinador, a seleção brasileira é hoje mais favorita e visada do que a equipe germânica de oito anos atrás.

“Nós fomos empurrados por uma onda de entusiasmo da nossa torcida durante todo o torneio. Porém, a situação é diferente para o Brasil porque todo mundo o considera favorito ao título”, analisou Löw, em entrevista ao site da Fifa publicada neste domingo. “Nós demos a todo mundo uma surpresa agradável e superamos as expectativas. O melhor Brasil pode apenas fazer o que se espera dele”, concluiu o terceiro colocado com a Alemanha em 2006 e em 2010 – desta vez já como treinador principal.

Auxiliar técnico de Jurgen Klinsmann entre 2004 e 2006, Löw não espera que seu amigo alivie para o país natal dele quando os Estados Unidos enfrentar a Alemanha na Copa. “Sempre fico contente de encontrar o Jürgen. Até porque a nossa interação continua muito próxima. Ele é um ótimo treinador e tem qualidades incríveis. Ele é uma pessoa positiva e está sempre de portas abertas, mas também é um trabalhador detalhista e que coloca o sucesso acima de tudo”, afirmou.

Antes dos Estados Unidos, os alemães estreiam no Grupo G da Copa contra Portugal no dia 16 e depois enfrentam Gana, no dia 21. Manifestando otimismo, o treinador explica o porquê do sentimento. “Os meus jogadores me deixam positivo. Tenho total confiança em cada um deles e nas suas qualidades. Sei do que somos capazes, sei que temos chance”, afirmou o treinador, que assumiu o cargo em 2006, logo após Klinsmann deixar a seleção alemã depois do Mundial daquele ano.