Quem falou foi Ederson: “Viemos no intuito de sair rápido e marcar bastante, como é o estilo de jogo do professor Lopes e do professor Leandro. Estamos tentando fazer isso. Estamos conseguindo no primeiro tempo. Acho que eles não tiveram nenhuma chance clara de gol e nós chegamos ali na frente para fazer o gol”. Essas declarações foram dadas pelo atacante à Tribuna 98 no intervalo do jogo entre Corinthians e Atlético (que terminou em 1×1), na última quarta-feira. As palavras do jogador deixaram muito claro que o time evoluiu entre um jogo e outro, considerando que houve uma troca de comando técnico, entrando Leandro Ávila como interino.

O que essas frases também mostram é que o diretor de futebol Antônio Lopes segue como o grande mentor dos treinadores que comandam o Rubro-Negro nos últimos dois anos. A interferência de “delegado”, sendo que a qualificação se dá pelo resultado da equipe em campo, têm sido determinante na condução dos trabalhos da equipe.

É normal que em um momento de transição e até no dia a dia do clube, especialmente após os jogos, a figura do diretor de futebol se revele importante, principalmente considerando a reconhecida experiência e os sucessos de Lopes como treinador e diretor técnico (a lista de conquistas não caberia neste espaço). No jogo contra o Corinthians a opinião/orientação foi decisiva. “O professor Lopes está apertando todo mundo, colocando como ele quer que jogue. Estamos nos esforçando ao máximo” disse Ederson.

Para o comentarista Tribuna 98 Guilherme de Paula, especificamente nesta partida, a intervenção de Lopes trouxe benefícios ao time. “Foi um time melhor, que criou mais alternativas. Foi surpreendente, mas precisamos de sequência para analisar essa evolução com mais precisão”, comentou. A dobradinha Lopes/Ávila deve permanecer até a contratação de um novo treinador.